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FUTEBOL

Danilinho aumenta lista de jogadores que morrem em campo

14 fevereiro 2018 - 11h56Por Terra

A morte de Danilinho, ex-Chapecoense, que passou mal durante treino do Juazeirense, da Bahia, nesta terça-feira, dia 13 de fevereiro e não reagiu aos primeiros socorros no hospital, é mais um caso trágico que atinge jogadores de futebol durante suas atividades profissionais.

No Brasil, a lista é grande e ganhou mais repercussão em outubro de 2004, quando o zagueiro Serginho, do São Caetano, sofreu uma parada cardiorrespiratória em jogo com o São Paulo, no Morumbi. Ele caiu no gramado e morreu uma hora depois, num hospital da capital.

Situações semelhantes ocorrem no País desde abril de 1951. Numa tarde ensolarada daquele mês, em Fortaleza, jogavam Ceará e Gentilândia, no Estádio Presidente Vargas, pelo Campeonato Estadual. Com menos de dez minutos de partida, o time mandante já vencia por 1 a 0 - gol do atacante Mitotônio. Seria o último da carreira dele, que atuou 215 vezes pelo Ceará e marcou 151. Na sequência, ele sofreu mau súbito e foi retirado de campo às pressas.

No mesmo dia teve um acidente vascular cerebral e morreu. O jogador fora acometido de uma congestão estomacal aguda, decorrente de uma panelada (cozido a base de vísceras de bode) que comera antes da partida. Três vezes campeão do Cearense (1941, 1942 e 1948), Mitotônio é apontado pela crítica local como o maior ídolo do Ceará nos primeiros 50 anos de existência do clube, fundado em 1914.

As causas da morte de outros jogadores, com problemas manifestados ainda em campo, são diversas. Waltencir, do Colorado-PR, perdeu a vida após uma dividida com um adversário, do Maringá, pelo Paranaense de 1978. Na queda, teve ruptura da coluna cervical e morreu em minutos. Anos antes, em 1971, Tininho, do Guarani-SP, não sobreviveu a um aneurisma cerebral durante treino da sua equipe.

Há casos que poderiam ser evitados. O meia Fred, com passagem pelo América-RJ e então no Mesquita, sofreu infarto durante um jogo da Segunda Divisão do Carioca, contra a Cabofriense, em maio de 2010. Não havia desfibrilador à beira do campo e o jogador morreu a caminho do hospital.

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