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VÔLEI

Brasil cede um set, mas bate Austrália e se mantém invicto na Liga Mundial

05 junho 2015 - 17h00

Globo

A Austrália pisou em quadra como franco-atiradora. Não escondia seu respeito pelo Brasil, nem a vontade de fazer um jogo equilibrado contra o maior vencedor da Liga Mundial. E deu trabalho. Assim como contra a Itália, conseguiu roubar um set da seleção, mas não tirar sua invencibilidade. Nesta sexta-feira, no ginásio Adib Mousés Dib, em São Bernardo do Campo, em mais um dia de testes, o time comandado por Rubinho se impôs e assegurou a terceira vitória na competição: 3 a 1 (25/20, 21/25, 25/19 e 25/18).

O maior pontuador do confronto foi o oposto Evandro, com 19 pontos, seguido pelo ponteiro Lipe, com 16 acertos. Do lado australiano, o destaque foi Thomas Edgar, com 14 pontos.

"Só tem jogador bom aqui. A gente tem que dar o nosso máximo para conseguir uma vaga. Eu estou correndo por fora", disse Evandro, em entrevista.

As equipes voltam a se enfrentar neste domingo, às 10h, no mesmo local.

O Jogo

Evandro fez logo as honras da casa. Se ganhava a chance de mostrar serviço, o oposto tratava de fazer o dever direitinho. Uma pancada na saída da rede já levava preocupação para os adversários. Mesmo sob forte pressão da arquibancada, eles conseguiam manter o placar parelho. Tiravam proveito das falhas dos anfitriões no saque e deixavam tudo igual (7/7). Depois de ser parado no bloqueio de Guymer, Lucão ia para o saque e arrancava dois pontos seguidos, o último deles com um ace pedido pela torcida (14/11). O triplo brasileiro subia fechava a porta. Edgar e Guymer davam o troco.

A vantagem da seleção rodava na casa dos dois pontos. Aumentava quando William Arjona acionava Lucão (21/18). As equipes trocavam erros de saque. Rubinho optava pela inversão: Rapha e Wallace nos lugares de William e Evandro. A Austrália encontrava um espaço vazio do outro lado da quadra e se aproximava (22/20). Um ataque de Lipe, seguido de um belo saque de sua autoria davam o set point ao Brasil (24/20). Roberto Santilli pedia tempo. Mas não conseguia esfriar os donos da casa. Com uma bola levantada por Serginho e finalizada por Lipe, a seleção saía na frente: 25/20.

O líbero voltava sorridente para a quadra. Queria jogo. Edgar também. A Austrália comemorava o comando do placar (2/0). Se Murilo lamentava não ter conseguido defender um ataque de Edgar, os visitantes ditavam o ritmo. O levantador Sukovchev distribuía bem as jogadas (14/9). Durante o pedido de tempo, Rubinho orientava William. Na volta, Evandro era a bola de segurança. Apesar do esforço dele, o time se mantinha atrás no marcador. Lipe se apresentava, o bloqueio se armava e os australianos começavam a falhar mais (16/15).

Edgar evitava o empate. Chamava a responsabilidade e fazia a Austrália respirar (19/16). O Brasil lutava. O técnico australiano reclamava após a arbitragem mudar a marcação depois de um pedido de desafio da seleção. Serginho ria. Na retomada, Éder levava a melhor, colocava fim a um bom rali e deixava tudo igual (21/21). A torcida ia ao delírio. Os rivais não perdiam o foco. Abriam dois pontos e viam duas bolas seguidas de Wallace irem para fora. A parcial era deles: 25/21.

O capitão Thomas Edgar seguia liderando sua equipe. A Austrália estava atenta a Murilo. Depois de ser parado em mais um bloqueio, o ponteiro retribuía e freava o ataque australiano (8/8). O Brasil dava pontos de graça. Mas Murilo e Lipe corrigiam o rumo e tomavam a frente no marcador e iam para a segunda parada técnica com a vantagem (16/14). E voltava com Murilo subindo num simples e tendo sucesso. Riad também dava sua contribuição, funcionando como paredão duas vezes seguidas (20/15). Santilli não gostava nadinha e puxava a orelha de seu time. Roberts ia para o ataque e acalmava o chefe. Por pouco tempo. Riad soltava o braço. Um saque de Mote na rede e o set ia para o bolso do Brasil: 25/19.

Na quarta parcial, Riad continuava fazendo a diferença pelo meio. O Brasil ocupava todos os espaços e dificultava as ações dos visitantes (13/9). O jogo da seleção fluía melhor e arrancava sorrisos nos companheiros de banco de reservas (18/12). A terceira vitória se aproximava sem muita resistência. Evandro não encontrava marcadores à sua frente. Duas falhas seguidas na recepção faziam a Austrália vibrar. Mas a situação estava sob controle. No último ponto, Murilo subia no bloqueio e comemorava mais um triunfo: 25/18.

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