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Especialista questiona uso de tipo de antiinflamatório

17 fevereiro 2005 - 17h03

Um cientista veterano da Administração de Drogas e Alimentos (FDA), órgão que regula os remédios e alimentos nos EUA, disse hoje que não vê necessidade dos medicamentos conhecidos como inibidores de COX-2, que incluem a droga Vioxx, retirada do mercado, assim como Celebra e Bextra, mencionando o aumento nos riscos cardíacos.
A apresentação de David Graham, diretor associado para ciência e medicina no Escritório de Segurança de Drogas da FDA, foi feita no segundo dia de um raro encontro de três dias proposto pela FDA depois que a Merck & Co. retirou o Vioxx do mercado em setembro do ano passado. A suspensão da venda foi provocada depois de um estudo mostrar que o Vioxx dobra o risco de enfarte ou derrame.
A FDA está perguntando a um painel consultivo se esse tipo de remédio oferece benefícios suficientes para ser mantidos no mercado, se eles precisam de advertências mais contundentes e se são necessárias mais pesquisas sobre o assunto.
Graham disse que vê um "efeito de classe" do risco cardíaco dos inibidores de COX-2, e que parecia maior com doses mais altas. Mas ele informou à comissão de assessores da FDA que cada droga deve ser avaliada individualmente.
O antiinflamatório Celebra, da Pfizer Inc., provavelmente possui "um risco aumentado" de provocar enfartes em doses altas, mas "não traz efeitos aparentes" em doses de 200 miligramas ou inferiores, disse Graham.
O Celebra é vendido no Brasil em cápsulas de 100 ou 200 miligramas.
David Graham afirmou que os dados preliminares de um estudo ainda não publicado mostram também que o outro analgésico da Pfizer, o Bextra, não mostrou risco de enfarte em doses de 20 miligramas ou menos. O Bextra é vendido em comprimidos de 10, 20 e 40 miligramas.
Graham é considerado um dissidente, por suas críticas diretas à fiscalização da segurança dos medicamentos pela FDA depois que elas já estão no mercado.
O Vioxx, o Celebra e o Bextra são projetados para ser tão eficientes contra a dor quanto os antiinflamatórios mais antigos, mas com menos efeitos prejudiciais sobre o estômago.
O estudo de Graham analisou dados coletados no programa do seguro-saúde Medicaid da Califórnia voltado aos pobres, o Medi-Cal, a respeito de mais de 15 mil vítimas de enfarte.
A pesquisa também concluiu que o Vioxx provocava um risco "definitivamente maior" de enfarte em pacientes que tomavam doses superiores a 25 miligramas. O risco "começa no início da terapia, e já é aparente durante os dias 1-30 de uso", disse a apresentação de Graham.  

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