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Encontrado na China, tumbas com múmias de 4 mil anos

19 março 2005 - 14h07

Arqueólogos chineses desenterraram 163 tumbas de 4 mil anos de idade, algumas delas com múmias em seu interior, na zona desértica de Lop Nur, na região autônoma de Xinjiang (noroeste), informa hoje, sábado, a imprensa estatal. "Mais de 30 féretros contêm múmias", assegurou Idelisi Abuduresule, chefe da equipe de escavação do jazigo, conhecido como "Tumbas de Xiaohe". Segundo os especialistas, o complexo funerário poderia ter 330 tumbas no total dispostas em várias camadas ao longo de uma área de dunas de 2,5 mil metros quadrados. O achado foi possível graças ao diário do explorador sueco Folker Bergman, que em 1934 percorreu um rio ao sul da região de Lop Nur e descobriu, segundo relatou em seu regresso, uma duna com mais de mil ataúdes de 40 séculos à qual deu o nome de Tumbas de Xiaohe (pequeno rio). No entanto, a corrente secou posteriormente e as tumbas ficaram no esquecimento durante décadas, até que no final de 1990 sociólogos chineses traduziram o diário de Bergman e retomaram a prospecção em 2003 seguindo seus passos. As Tumbas de Xiaohe podem ser além disso o local de enterro do misterioso reino de Loulan, desaparecido há 15 séculos sem deixar nenhum registro histórico até que Bergman voltou a falar dele, lembrou o jornal China Daily. "A maioria dos vestígios achados estão no estado original em que foram enterrados, o que ajudará a revelar abundante informação sobre a sociedade e a vida da época", declarou Abuduresule. Além dos objetos funerários, o grupo de especialistas do Instituto de Arqueologia e Relíquias Culturais de Xinjiang descobriu figuras de madeira envoltas em couro nos ataúdes onde não havia múmias. O governo chinês anunciou este mês um fundo especial de 250 milhões de iuanes (por volta de US$ 30 milhões) para proteger dezenas de importantes ruínas em palácios, oásis e cidades ao longo da antiga Rota da Seda, que atravessa Xinjiang. Muitas tumbas antigas, incluindo a de Xiaohe, foram vítimas de roubos e profanações por parte de ladrões que levam valiosas relíquias históricas para vendê-las no mercado internacional, por isso Beijing lhes deu prioridade em sua política de conservação do patrimônio nacional.  

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