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Embrapa demonstra as alternativas do inverno

09 agosto 2002 - 17h55

O que devo plantar no inverno? Essa é a pergunta que a maioria dos produtores faz quando estão se preparando para a colheita da safra de verão. A resposta pode ser bem variada, e as alternativas para essa dúvida foram apresentadas hoje, num dia de campo, promovido pela Embrapa Agropecuária Oeste e Embrapa Transferência de Tecnologia, empresas vinculadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, em parceria com Fundação Vegetal. Cerca de 100 pessoas, entre técnicos e produtores da região conheceram de perto algumas opções de cultura para o plantio no inverno, que é considerado um estação longa e duvidosa.
Os pesquisadores da Embrapa dividiram a apresentação em cinco temas: As culturas de inverno para supressão de plantas daninhas, Cultivares de trigo, aveia e triticale, cultivares da cevada, misturas de espécies vegetais para cobertura do solo no inverno e cultivares de aveia para forragem e cobertura do solo.
Segundo o chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Ubirajara Fontoura, o objetivo do evento é fazer transferência de conhecimento com o objetivo de contribuir para a sustentabilidade do agronegócio. “Nós temos a obrigação de repassar os resultados de nossas pesquisas aos produtores. É preciso que eles conheçam cada possibilidade para haver um planejamento melhor de como e quando podem investir”.
Durante, o Dia de Campo pela Embrapa, os visitantes puderam conhecer por exemplo, as vantagens de algumas culturas, como o nabo forrageiro. A planta é uma poderosa aliada na supressão de plantas daninhas. A opção é indicada para o produtor não deixar o solo sem cobertura e desprotegido. “O produtor que optar pelo plantio do nabo, além de conservar os nutrientes do solo para a próxima safra, vai economizar no uso de herbicidas”, afirma André Luiz Melhorança, pesquisador da Embrapa. André explica também, que os gastos com herbicidas são responsáveis por 20% do custo da produção, o que acaba reduzindo o lucro do produtor. O nabo forrageiro tem um custo bem reduzido. O produtor vai gastar em média R$15,00 de semente por hectare e além disso não é preciso gastar com adubação.
Uma outra alternativa bastante atraente e pouco explorada é o triticale. O híbrido que é uma mistura de trigo e centeio é uma planta rústica que suporta muito bem as variações climáticas, e por esse motivo, é uma ótima saída para o produtor que não gosta muito de se arriscar. O triticale pode ser usado na fabricação de pão e ração, e de acordo com o supervisor da Área de Negócios Tecnológicos da Embrapa, Euclides Maranho, a planta ainda pode servir para outras finalidades. “O triticale é uma ótima planta para ser usada como cobertura do solo e pode ser usada também na composição do fêno. Com isso, acontece a integração agricultura e pecuária e toda cadeia produtiva sai ganhando” finaliza.


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