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Trabalhador informal ganha quase R$ 1 mil a menos em MS

07 novembro 2019 - 13h05Por André Bento

Dados da Pnad Contínua divulgada nesta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o trabalhador informal tem rendimento quase R$ 1 mil inferior ao de quem está inserido no mercado de trabalho formal em Mato Grosso do Sul.

O levantamento tem como parâmetro 2018 e apresenta uma síntese de indicadores sociais com análise das condições de vida da população brasileira. Segundo o instituto, nela é sistematizada “um conjunto de informações sobre a realidade social do País, a partir de temas estruturais de grande relevância para a construção de um quadro abrangente sobre as condições de vida da população brasileira”.

Especificamente quanto ao rendimento dos trabalhos formais no Estado, no ano passado foi apurado valor médio de R$ 2.500. Entre informais, a cifra indicada é de R$1.559, diferença de R$ 941. “A diferença maior de rendimento foi registrada entre pessoas brancas: no trabalho formal, era de R$ 2.990, contra R$ 1.995 no trabalho informal – diferença de R$ 1.004”, detalhou o IBGE.

Um exemplo vivo disso é o ambulante Amado Munize, de 55 anos. Após ser demitido de uma indústria alimentícia, está há três no mercado informal. Com a mudança, viu a renda cair vertiginosamente e hoje fatura entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por dia.

Quanto ao total da população ocupada, em 2017 o IBGE verificou que 61,8% contavam com trabalho formal no Estado. "Em 2018, essa proporção se manteve estável, ficando em 62% - 7ª maior proporção do país. Da mesma forma, entre os homens e as mulheres, essa proporção manteve-se no período, com 62,5% e 60,8% respectivamente”, acrescentou. 

Esse cenário econômico ocorre no estado com a terceira menor taxa de desocupação do país. Em 2014 ela era de 4,1%, aumentou continuamente até 9,5% em 2017, mas voltou a cair no ano seguinte, para 8%. “A média nacional foi de 12,5%”, aponta o levantamento.

“Na comparação por sexo, a taxa de desocupação foi maior entre as mulheres (9,5%) do que a dos homens (6,7%); por cor ou raça, a taxa de desocupação entre pessoas pretas ou pardas foi de 8,9%, enquanto que das pessoas brancas foi de 6,6%”, pontuou.

Foi apurado ainda que o grupo etário mais afetado pela desocupação é o das pessoas entre 14 e 29 anos de idade. “Para esse grupo, a taxa de desocupação, que era de 6,3% em 2014, aumentou ano após ano, até alcançar 17,6% em 2017, mantendo-se em 14,8% em 2018”.

Na quarta-feira (6) o Dourados News mostrou outro dado da Pnad Contínua que aponta em Mato Grosso do Sul aproximadamente 111 mil jovens com idade entre 15 e 29 anos na chamada geração “nem-nem”, grupo composto por pessoas que não estão ocupadas no mercado de trabalho, estudando ou se qualificando. (clique aqui para ler mais)

*Colaborou Vinicios Araújo.

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