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ORÇAMENTO

Sul-mato-grossenses têm mudado hábito de comer em casa, revela IBGE

05 outubro 2019 - 08h30Por André Bento

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) afirma que as famílias sul-mato-grossenses têm mudado um hábito alimentar ao longo dos anos. Através da Pesquisa de Orçamentos Familiares, apurou que em 10 anos, desde 2008-2009 a 2017-2018, a despesa com alimentação no domicílio vem perdendo participação para a despesa com alimentação fora do domicílio.

O levantamento computou 909.062 famílias em Mato Grosso do Sul e revela que antes, 74,1% dos gastos com alimentação correspondiam a alimentação no domicílio, e 25,9%, a alimentação fora do domicílio. “Em 2017-2018, a participação das despesas com alimentação no domicílio caiu para 57,5%, já a participação dos gastos com alimentação fora do domicílio aumentou para 42,5%”, detalha. 

Conforme já revelado pelo Dourados News, a pesquisa indica ainda que 143.641 famílias analisadas entre 2017 e 2018 tinham rendimento de até R$ 1.908,00 e comprometiam R$ 1.729,77 com despesas. Outras 152.781 de até R$ 2.862,00 gastavam R$ 2.251,20, e 339.136 até R$ 5.724,00 até R$ 3.813,19.

Entre as 149.691 famílias com rendimento de até R$ 9.540,00, as despesas chegavam a R$ 6.156,10, nas 65.975 até R$ 14.310,00, o valor atingia R$ 9.240,26, em outras 36.704 até R$ 23.850,00, somava R$ 12.830,85, e por fim, nas 21.134 com renda superior a R$ 23.850,00, os gastos totalizavam R$ 26.973,74.

“O valor da despesa total com alimentação das famílias com rendimentos mais altos representou mais que o dobro do valor da média do total de famílias do estado e mais de cinco vezes o valor da classe com rendimentos mais baixos”, destaca o IBGE. 

Em contraponto, afirma que o valor da despesa com alimentação no domicílio na classe com rendimentos mais altos foi mais que o dobro da média estadual e quase cinco vezes maior que o valor na classe com rendimentos mais baixos. “A diferença foi mais acentuada entre os valores correspondentes à alimentação fora do domicílio, que, na classe com rendimentos mais altos, foi de 5,8 vezes o valor da classe com rendimentos mais baixos”, exemplifica.

Entre os alimentos mais consumidos pelas famílias sul-mato-grossenses, a Pesquisa de Orçamentos Familiares pontua que a participação do grupo de Cereais, leguminosas e oleaginosas caiu de 6,3%, em 2008-2009 para 2,7% em 2017-2018, bem como de leites e derivados, quedas de 7,9%, e 5,7%, respectivamente.

“Carnes, vísceras e pescados continuam sendo o grupo de maior participação nas despesas (14,2%), mas também apresentaram queda na participação nas despesas em relação a 2008-2009 (18,0%).  Por outro lado, a participação do grupo Alimentos preparados aumentou: de 2,3% em 2002-2003 para 2,9% em 2017-2018. No mesmo intervalo, o grupo ‘Outros alimentos’ evoluiu de 3,2% para 5,5%”, acrescenta o IBGE, revelando ainda que legumes e verduras, frutas, tubérculos e raízes e aves e ovos tiveram ligeira queda.

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