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ECONOMIA

PIB da indústria de MS tem crescimento de 254,3% em 10 anos

10 outubro 2019 - 09h12Por Da Redação

Nesta sexta-feira (11/10), Mato Grosso do Sul completa 42 anos de criação e, nessas pouco mais de quatro décadas, o setor industrial sul-mato-grossense acompanhou a pujança do Estado e apresentou um crescimento vertiginoso, sobressaindo onde antes quem se destacava como principal matriz econômica estadual era o setor agropecuário. De acordo com levantamento do Radar Industrial de Fiems, na última década, o PIB Industrial (Produto Interno Bruto da Indústria) de Mato Grosso do Sul apresentou um extraordinário aumento de 254,3%, saltando de R$ 6,21 bilhões em 2009 para R$ 22 bilhões em 2019.

Na prática, a considerável alta pode ser creditada, em parte, à política de incentivos fiscais adotada pelo Governo do Estado, que acabou por motivar uma explosão de investimentos por empresas do setor industrial. Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, os dados só demonstram que Mato Grosso do Sul vem se destacando na consolidação da indústria. “A industrialização do Estado está sendo muito bem construída, a diversidade da matriz industrial está muito bem distribuída nos municípios e, dessa forma, passamos do tempo do desenvolvimento da indústria sucroenergética, inclusive na evolução desse segmento, na contratação, na produção e até mesmo no número de empresas na exportação, e fomos para o segmento da indústria frigorífica, tanto de bovinos e suínos, quanto de frangos e peixes, como a tilápia”, exemplificou.

Para o empresário, os 10 anos foram muito importantes para a consolidação da atividade industrial. “Entendo que os números estão aí e, na comemoração dos 42 anos de Mato Grosso do Sul, é importante destacar o trabalho do Sistema Fiems para um setor de extrema importância para o desenvolvimento do Estado. Quando se fala em mudança na geração de empregos e mudança na geração da base da economia, a indústria veio para ficar e ela está se consolidando ano a ano, quer na geração de empregos, quer no aumento de empresas, quer no PIB, porque 254% em 10 anos é um número muito significativo, praticamente um índice de crescimento de países asiáticos. Mato Grosso do Sul é isso e é nessa linha o nosso trabalho”, afirmou.

Sérgio Longen entende que, desde o momento em que chega a Mato Grosso do Sul, a indústria busca informação de oportunidades, de que forma é possível exportar e para onde vender seu produto. “Normalmente, trabalhamos com o Governo do Estado, quanto a incentivos fiscais, com o Banco do Brasil, com o FCO que é uma grande ferramenta que temos e que tem nos ajudado muito na captação de empresas para investimentos em Mato Grosso do Sul, e também nas prefeituras, com incentivos regionais, muitas vezes com imóveis, aterros, ISS da obra. Isso tem feito a diferença em Mato Grosso do Sul, então a Fiems fez sua parte, além da qualificação profissional para todos os segmentos. Quando você puxa os dados dos trabalhadores da indústria aqui do Estado, é muito difícil não ver a maioria deles com qualificação do Sesi ou do Senai”, pontuou.

Características competitivas

Já o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, classifica o aumento como extraordinário para qualquer padrão de crescimento industrial no mundo. “Mostra que Mato Grosso do Sul tem características competitivas bastante fortes para atração de indústrias. Os fatos que explicam, sejam fatores internos e externos que propiciam essa capacidade: é fundamental a política de incentivos fiscais para o Estado”, reforçou.

Ele completa que o Governo do Estado tem um posicionamento justamente sobre as limitações que Mato Grosso do Sul tinha inicialmente sobre a mão de obra e a logística, que não seria compensada sem o incentivo fiscal. “Gosto de chamar ‘competitividade fiscal’ e, se não tivéssemos essa política consistente, atrelada à segurança jurídica, muitas dessas indústrias não viriam ao Estado, ou fechariam as portas, e o que a gente observa no PIB é justamente o contrário, vemos uma maturidade de crescimento e do processo industrial”, analisou.

Jaime Verruck acrescenta que outro fator importante é que no Estado o empresário encontra um ambiente de confiança, extremamente favorável para os negócios, que é demonstrado pelo indicador que coloca Mato Grosso do Sul como 5º Estado mais competitivo do Brasil, com um atendimento desburocratizado e eficaz em razão de uma sólida parceria entre o Governo do Estado e a Fiems para a qualificação da mão da obra por meio do Senai. “O esforço que foi feito para criar uma rede de qualificação da mão de obra no Estado foi substancial, com um papel determinante da Fiems na capacitação dos instrutores”, destacou.

O secretário ressalta que os desafios continuam. “Buscamos hoje uma indústria totalmente tecnológica, 4.0, diversificada, que busca atrair novos segmentos e ciar mercados e que, além do incentivo fiscal, aprimore também a infraestrutura logística, com investimentos nas ferrovias, hidrovias e melhorias das rodovias, lembrando que internamente temos um mercado pequeno, mas somos grandes exportadores, tornando a logística fundamental para que possamos competir no mercado nacional e internacional”, finalizou.

Os números

O economista Ezequiel Resende, que é o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, explica que a política de incentivos fiscais provocou um forte ciclo de investimentos em Mato Grosso do Sul, principalmente, de 2007 a 2014. “Nesse período, foram investidos mais de R$ 40 bilhões na instalação e ampliação de fábricas de celulose e papel, indústrias sucroenergéticas, frigoríficos, pequenas centrais hidrelétricas, além da execução de obras pavimentação e habitação”, enumerou.

Ele reforça que também foi fundamental a atuação do Sistema Fiems na formação e capacitação profissional para atender a demanda por trabalhadores surgida com esses principais investimentos estruturantes. “As novas plantas de celulose, de processamento de grãos e oleaginosas e frigoríficas, bem como a retomada da construção civil, resultaram em um aumento de 45% no número de estabelecimentos industriais na última década, saindo de 4.226 em 2009 para 6.110 neste ano”, informou.

Ezequiel Resende informa ainda que o crescimento do PIB Industrial refletiu também no aumento da geração de empregos formais diretos pelo setor em Mato Grosso do Sul no período de 2009 a 2019. “De 2009 a 2019 foram criados quase 20 mil novos empregos, pois, saímos de 103.302 trabalhadores com carteira assinada para 122.200 no período de 10 anos, representando um salto de 18%”, pontuou.

Nessa mesma linha, as exportações de produtos industrializados no período de 10 anos apresentaram um crescimento de 158,4% alavancadas principalmente pela entrada em operação das novas plantas de celulose no município de Três Lagoas (MS). “Enquanto em 2009 o setor industrial foi responsável por uma receita de US$ 1,49 bilhão, neste ano devemos alcançar o montante de US$ 3,85 bilhões. Mais uma vez esse aumento poderá ser creditado às vendas de celulose para o mercado asiático”, ressaltou.

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