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Para especialistas, investidor terá de se arriscar mais em 2013

31 dezembro 2012 - 11h47

O aquecimento da economia brasileira, medidas para amenizar a crise na Europa e um acordo no Congresso americano para evitar que o país entre em recessão em 2013. O cenário lembra o otimismo das previsões para 2012, que não se concretizaram.

De novo, podem não se confirmar no ano que começa amanhã, deixando o investidor em uma situação complicada. Além disso, até empatar com a inflação fica mais difícil com o cenário de juros baixos no país.

Mesmo diante das incertezas, a recomendação para quem não se satisfaz com os menores juros da história é se expor a algum investimento de risco.

De acordo com William Eid, professor da FGV, o brasileiro estava acomodado com os juros altos. "Agora, vai ter que sair da dupla poupança/fundo DI, entender mais os riscos que corre e ser disciplinado para guardar um pouco todo mês", afirma.

Após fechar 2012 com alta de 7,4%, a maior desde 2009, o mercado acionário ainda tem espaço para se recuperar. Em 2012, no entanto, a Bolsa teve várias tentativas de recuperação --chegou a subir mais de 20%--, mas a alta não se sustentou por causa das incertezas.

Diante disso, o investidor que não se sentir confortável com o risco da Bolsa tem como alternativas aplicações isentas de Imposto de Renda que apresentam uma dose de risco e pagam mais do que a renda fixa tradicional.

Estão isentos os fundos imobiliários e títulos de dívida imobiliária, de infraestrutura e do agronegócio.

Sem pagar IR, os fundos imobiliários chegam a render 0,7% ao mês ou 8,73% ao ano líquidos. A aposta do professor Mauro Halfeld, da UFPR, é nesses fundos, além de recomendar que se tenha uma parte do portfólio em fundo cambial e/ou em ouro.

"Só não acredito mais em aplicações indexadas ao CDI porque o rendimento líquido está muito baixo e não há esperanças de se recuperarem no curto prazo", diz.

RENDA FIXA

No Brasil, a maior incógnita é sobre a inflação. Se as taxas ameaçarem romper o teto da meta (6,5%), o Banco Central terá de elevar os juros.

Essa mudança pode causar um estrago nos fundos de renda fixa e em títulos de dívida prefixada com taxas menores, que terão forte depreciação e poderão até ter rendimento negativo.
Quem aposta que isso acontecerá deve preferir os fundos DI e títulos pós-fixados, como as LFTs do Tesouro Direto.

Para quem acredita que o Banco Central continuará tolerante com eventuais solavancos na inflação, os fundos de renda fixa e os títulos prefixados, como as LTNs e NTNs do Tesouro Direto, ainda têm taxas superiores aos 7,25% da Selic atual.

Em 2012, a estranha combinação de inflação alta e taxa de juros baixa (normalmente, quando a inflação sobe, o BC eleva os juros) impulsionou as aplicações atreladas ao IPCA, que chegaram a render mais de 20%.

Para Fabio Colombo, administrador de investimentos, o problema é que esses títulos estão com preços elevados e dificilmente esse cenário perdurará. Com isso, o investidor pode ter uma surpresa negativa em 2013, afirma.

O investidor deve sempre estar atento aos custos dos investimentos (taxa de administração) e a descontos de Imposto de Renda, que reduzem a rentabilidade líquida da aplicação.

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