Menu
Busca Sexta, 19 de Janeiro de 2018
(67) 9860-3221
Escola Sesc - Janeiro 2018

Para especialistas, investidor terá de se arriscar mais em 2013

31 Dezembro 2012 - 11h47

O aquecimento da economia brasileira, medidas para amenizar a crise na Europa e um acordo no Congresso americano para evitar que o país entre em recessão em 2013. O cenário lembra o otimismo das previsões para 2012, que não se concretizaram.

De novo, podem não se confirmar no ano que começa amanhã, deixando o investidor em uma situação complicada. Além disso, até empatar com a inflação fica mais difícil com o cenário de juros baixos no país.

Mesmo diante das incertezas, a recomendação para quem não se satisfaz com os menores juros da história é se expor a algum investimento de risco.

De acordo com William Eid, professor da FGV, o brasileiro estava acomodado com os juros altos. "Agora, vai ter que sair da dupla poupança/fundo DI, entender mais os riscos que corre e ser disciplinado para guardar um pouco todo mês", afirma.

Após fechar 2012 com alta de 7,4%, a maior desde 2009, o mercado acionário ainda tem espaço para se recuperar. Em 2012, no entanto, a Bolsa teve várias tentativas de recuperação --chegou a subir mais de 20%--, mas a alta não se sustentou por causa das incertezas.

Diante disso, o investidor que não se sentir confortável com o risco da Bolsa tem como alternativas aplicações isentas de Imposto de Renda que apresentam uma dose de risco e pagam mais do que a renda fixa tradicional.

Estão isentos os fundos imobiliários e títulos de dívida imobiliária, de infraestrutura e do agronegócio.

Sem pagar IR, os fundos imobiliários chegam a render 0,7% ao mês ou 8,73% ao ano líquidos. A aposta do professor Mauro Halfeld, da UFPR, é nesses fundos, além de recomendar que se tenha uma parte do portfólio em fundo cambial e/ou em ouro.

"Só não acredito mais em aplicações indexadas ao CDI porque o rendimento líquido está muito baixo e não há esperanças de se recuperarem no curto prazo", diz.

RENDA FIXA

No Brasil, a maior incógnita é sobre a inflação. Se as taxas ameaçarem romper o teto da meta (6,5%), o Banco Central terá de elevar os juros.

Essa mudança pode causar um estrago nos fundos de renda fixa e em títulos de dívida prefixada com taxas menores, que terão forte depreciação e poderão até ter rendimento negativo.
Quem aposta que isso acontecerá deve preferir os fundos DI e títulos pós-fixados, como as LFTs do Tesouro Direto.

Para quem acredita que o Banco Central continuará tolerante com eventuais solavancos na inflação, os fundos de renda fixa e os títulos prefixados, como as LTNs e NTNs do Tesouro Direto, ainda têm taxas superiores aos 7,25% da Selic atual.

Em 2012, a estranha combinação de inflação alta e taxa de juros baixa (normalmente, quando a inflação sobe, o BC eleva os juros) impulsionou as aplicações atreladas ao IPCA, que chegaram a render mais de 20%.

Para Fabio Colombo, administrador de investimentos, o problema é que esses títulos estão com preços elevados e dificilmente esse cenário perdurará. Com isso, o investidor pode ter uma surpresa negativa em 2013, afirma.

O investidor deve sempre estar atento aos custos dos investimentos (taxa de administração) e a descontos de Imposto de Renda, que reduzem a rentabilidade líquida da aplicação.

Deixe seu Comentário

Leia Também

EITA, EITA!
Participante do BBB18 adora mandar nudes
POLÍTICA
Recurso é negado pela Justiça Federal e interrogatório de Lula é mantido
REGIÃO
Em parceria com prefeito Marquinhos, Geraldo garante novas ações para Vicentina
ECONOMIA
Dólar tem nova queda e volta a R$ 3,20
Dólar tem nova queda e volta a R$ 3,20
POLÍCIA
Trio de assaltantes atira em idoso durante assalto
Trio de assaltantes atira em idoso durante assalto
BONITO
Tio encontra sobrinho morto no quintal de casa
Uma trouxinha de maconha foi encontrada no quarto do jovem;
MS
Divulgada resolução que orienta sobre inscrições no Programa Vale Universidade
Divulgada resolução que orienta sobre inscrições no Programa Vale Universidade
MEDIDA
Moro ordena transferência de Sérgio Cabral do Rio para o Paraná
MEDIDA
Construtora deve manter acordo contratual sem cobrança de juros abusivos
Construtora deve manter acordo contratual sem cobrança de juros abusivos
DESMATAMENTO
Operação Cervo-do-Pantanal autua oitavo fazendeiro em Jardim

Mais Lidas

REAJUSTE
Agetran define novo valor da tarifa do transporte público em Dourados
MAQUINADO
Polícia acredita que o empresário que matou a ex tenha planejado o crime
DOURADOS
Chuva intensa alaga túnel do Parque das Nações II
JARDIM DAS PRIMAVERAS
Foragido da justiça é preso por posse de munições de uso restrito