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COMÉRCIO

Fechada há 16 dias, fronteira Bolívia/Brasil gera prejuízos a Corumbá

07 novembro 2019 - 22h20Por G1

Fechada há 16 dias, a fronteira da Bolívia com o Brasil, p´roximo à cidade de Corumbá, já causa prejuízos em torno de R$ 5 milhões no setor econômico no município sul-mato-grossense.

Segundo a Associação Comercial e Industrial de Corumbá, a cidade brasileira, também sente o reflexo das manifestações por conta reeleição de Evo Morales na área do turismo. Alguns bolivianos já cancelaram as viagens para o Pantanal e eles não são mais vistos na região.

Conforme o gerente comercial de uma loja de roupas, Marco Antônio Borges de Oliveira, as vendas estão paradas pela falta dos principais clientes. Ele conta que os cabides estão lotados de vestimentas e o caixa vazio.

"Corumbá sem o boliviano fica um pouco complicada. 40% das vendas é um número muito significativo para uma loja da nossa proporção e a gente sente bastante", explicou.

O empresário Rubens Fernandes, também lamenta sobre a atual situação por conta do fechamento da fronteira que interfere diretamente no comércio da cidade brasileira: “tudo é realizado em cima do fluxo de vendas, se esse fluxo cai, automaticamente a empresa começa a ter alguma dificuldade para honrar com seus compromissos.”

Segundo a empresária do ramo de turismo, Raquel Amaral Ribeiro, o setor também já sente o reflexo das manifestações do país vizinho. Ela conta que turistas bolivianos deixaram de viajar para Corumbá e estão cancelando pacotes de viagens.

"Foi o segundo grupo nosso que desmarca, justamente por não conseguir atravessar a fronteira. Essa instabilidade de não saber se vão poder voltar [para a Bolívia], é uma insegurança muito grande", lamenta.Manifestações na Bolívia

Desde a última sexta-feira passada (1º), grupos de manifestantes na Bolívia estão se posicionando também contra o segundo colocado nas eleições presidenciais do país, Carlos Mesa. Esses manifestantes chegam a propor uma nova eleição em que seja proibida a participação dos dois candidatos mais votados. Os protestos por essa proposta se concentraram em La Paz e em Cochabamba.

Houve, ainda, manifestantes da oposição que concordaram em não esperar a auditoria da Organização dos Estados Americanos (OEA) e apoiar uma nova eleição sem Evo, mas com Mesa. O presidente rechaçou a ideia. Evo Morales prometeu apoiar um segundo turno com Mesa caso se comprove a fraude denunciada por opositores.

"Vamos defender a democracia e os resultados", afirmou Evo Morales em discurso em Cochabamba, segundo a agência France Presse. Morales disse que bolivianos devem esperar o relatório da auditoria da OEA, que deve ficar pronto em duas semanas, um sinal de que pensa que lhe será favorável para selar um novo mandato até 2025.

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