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ECONOMIA

Dólar fecha em queda, com mercado de olho em juros e títulos no Brasil

16 junho 2015 - 18h15

G1

Depois de um início de negócios em alta, o dólar mudou de direção e opera em queda nesta terça-feira (16), com investidores ainda monitorando os desdobramentos da crise envolvendo a dívida da Grécia e aguardando a decisão do Federal Reserve, na quarta-feira, sobre a nova taxa de juros dos Estados Unidos.

A moeda norte-americana fechou o dia a R$ 3,0953, em baixa de 1,02%. No mês, o dólar tem queda acumulada de 2,89% e na semana, de 0,73%. No ano, há valorização de 16,42%.

Apesar da apreensão sobre a Grécia e de dúvidas sobre o rumo dos juros nos EUA (dois fatores que motivariam uma alta do dólar), o mercado também monitora expectativas de um aumento na taxa de juros no Brasil e de entrada de recursos internacionais no país através de títulos emitidos por empresas brasileiras (dois fatores que, por sua vez, reforçam uma tendência de queda da moeda em relação ao real).

"O quadro externo de maneira geral é negativo, mas o fluxocontinua tendo tendência positiva em função dos juros altos e das captações corporativas", resumiu à Reuters o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik.

Ele se referia às expectativas apontadas pela curva dos DIs de que a Selic suba pelo menos a 14,5% ao fim do atual ciclo de aperto monetário, o que aumentaria a atratividade de papéis brasileiros. Além disso, uma série de empresas, como Petrobras, Embraer e Oi promoveu emissões no exterior recentemente, o que corrobora a expectativa de entradas, segundo a Reuters.

Esse cenário ofuscou parcialmente as tensões entre a Grécia e seus credores a respeito de sua dívida, após o primeiro-ministro grego manter a linha-dura que trouxe a Grécia à beira do calote. "Até que ponto a saída da Grécia da zona do euro pode afetar o crescimento da região como um todo? Essa é a pergunta que somente terá resposta depois do fato consumado", escreveram analistas da Lerosa Investimentos em nota a clientes, segundo a Reuters.

A política monetária norte-americana também ocupava o centro das atenções nos mercados financeiros. Na quarta-feira, o Federal Reserve anuncia sua decisão de política monetária e, em seguida, a chair Janet Yellen participará de entrevista coletiva. Embora a expectativa seja unanimemente de manutenção dos juros, o mercado espera pistas sobre quando o aperto monetário terá início nos EUA, informou a Reuters.

Nesta terça, o Banco Central deu continuidade ao seu programa diário de interferência no câmbio, seguindo a rolagem dos swaps cambiais que vencem em julho, com oferta de até 6,3 mil contratos. O BC já rolou o equivalente a US$ 3,624 bilhões, ou cerca de 41% do lote total, que corresponde a US$ 8,742 bilhões.

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