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ECONOMIA

Dólar fecha em leve queda nesta quarta-feira

14 março 2018 - 18h05Por G1

O dólar fechou perto da estabilidade nesta quarta-feira (14), com uma queda de 0,03%, cotado a R$ 3,2605. Os mercados dividiram suas atenções com os dados da economia da China e dos Estados Unidos.

Estados Unidos

Os mercados operam com cautela diante de uma possível guerra comercial que poderá ganhar força diante de ações protecionistas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Há risco de guerra comercial... tivemos duas baixas importantes nos Estados Unidos", afirmou à Reuters o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.

Na semana passada, Trump anunciou a criação de uma nova taxa para o aço e alumínio importados pelos Estados Unidos. Agora ele ameaça criar tarifas sobre US$ 60 bilhões para importações da China.

Ainda na cena externa, o Departamento de Comércio divulgou que as vendas no varejo dos Estados Unidos caíram em fevereiro pelo terceiro mês consecutivo, em meio à percepção dos mercados financeiros de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, não vai elevar os juros mais do que o esperado.

O Fed vem indicando que elevará os juros três vezes neste ano de forma gradual e, um movimento mais forte do que o esperado, aumentaria o potencial de atrair para os Estados Unidos recursos aplicados hoje em outros mercados financeiros, como o brasileiro.

O Fed elevará os juros na próxima semana, apostam todos os 104 economistas entrevistados pela Reuters entre 5 e 13 de março. Eles também esperam que haja mais três altas neste ano.

China

A produção industrial chinesa avançou 7,2% entre janeiro e fevereiro na comparação com o mesmo período do ano anterior, informou a Agência Nacional de Estatísticas nesta quarta-feira (14). A expectativa dos analistas era de crescimento menor, de 6,1%, já que a alta em dezembro havia sido de 6,2%.

Os números impulsionaram os preços das commodities, como o petróleo. Assim, o dólar subia ante uma cesta de moedas, mas recuava sobre divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

"Os dados chineses robustos fortalecem as moedas emergentes ante o dólar", afirmou o diretor da mesa de câmbio da Corretora MultiMoney, Durval Correa.

Brasil

O Banco Central brasileiro realiza nesta sessão novo leilão de até 14 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em abril e somam US$ 9,029 bilhões.

Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC rolará o valor total dos swaps que vencem

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