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ECONOMIA

Dólar fecha em alta, mas termina a semana com desvalorização

12 junho 2015 - 18h15

G1

O dólar se firmou em alta em relação ao real e fechou com valorização, após ter alternado leves altas e baixas durante a manhã desta sexta-feira (12). O mercado é influenciado pelo impasse em torno da dívida da Grécia e a preocupação da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, com a alta do euro contrabalançando a expectativa de ingresso de recursos externos no Brasil diante da perspectiva de mais elevações da Selic.

A moeda norte-americana terminou o dia vendida a R$ 3,1181, em alta de 0,39%.

Incertezas sobre a Grécia continuam entre as preocupações do mercado. Várias autoridades afirmaram à Reuters que a União Europeia discutiu formalmente pela primeira vez a possibilidade de um default da dívida grega, em um momento em que as negociações entre Atenas e seus credores estagnaram e o Fundo Monetário Internacional (FMI). abandonou as discussões.

"Rumores de controles de capital, perdas com dívida e default estão circulando em meio à deterioração nas negociações", escreveram analistas do Scotiabank em nota a clientes.

A possibilidade de um default, que poderia levar Atenas a deixar a zona do euro, vem levando investidores a evitar ativos de maior risco e a moeda europeia, refugiando-se na segurança do dólar. Com isso, a procura pela compra de dólares é maior, estimulando alta da moeda.

Nesta sessão, o avanço global da divisa norte-americana vinha também após a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmar que o fortalecimento do euro torna mais difícil para países como a Espanha e Portugal sentirem os benefícios de reformas econômicas.

No Brasil

Investidores continuavam monitorando o noticiário em busca de pistas sobre o futuro da taxa básica de juros. A percepção ampla do mercado é que a Selic tende a subir pelo menos mais 0,75 ponto percentual, encerrando o ciclo de aperto monetário a 14,50%, o que poderia atrair para o Brasil recursos aplicados nos mercados internacionais.

"O mercado precisa colocar na conta que os juros não vão parar de subir tão cedo e que isso traz capital para o Brasil, apesar de toda a pressão vinda lá de fora", disse à Reuters o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

Além disso, o mercado segue atento a sinalizações de que o Banco Central irá diminuir sua interferência no câmbio. O BC sinalizou nesta semana que pretende rolar uma proporção menor dos swaps cambiais que vencem em julho. Analistas avaliam que a decisão aponta tolerância a um dólar mais alto em relação ao real para estimular a economia via exportações em meio ao ciclo de aperto monetário.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de swaps para rolagem dos contratos que vencem em julho. O BC já rolou o equivalente a US$ 3,006 bilhões, ou cerca de 34% do lote total, que corresponde a US$ 8,742 bilhões.

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