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ECONOMIA

Com nove produtos mais baratos, cesta básica custou 37% do salário mínimo em Dourados

10 outubro 2019 - 11h02Por Vinicios Araújo

A cesta básica durante o mês de setembro teve registro de queda de preços em nove produtos e custou 37,03% do salário mínimo (R$ 998) do douradense. Esse percentual representa um valor de R$ 369,59. 

Os dados são da pesquisa mensal realizada pelo curso de Economia da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). 

Conforme apontado na pesquisa, o consumidor douradense pagou mais barato durante o nono mês do ano pelo quilo do tomate (16,53%), pela margarina (14,87%), quilo da batata (3,58%), pacote de açúcar (3,48%), no café (2,76%), no litro do leite (2,23%), no quilo da carne (1,54%), da banana (0,78%) e a farinha de trigo (0,73%).

Em contrapartida também teve aumento em alguns itens. O óleo de soja ficou 9,26% mais caro, o feijão 3,25% e o arroz 0,81%.

O pão francês mais uma vez não apresentou variação de preço, apesar da desvalorização do real sobre o dólar. Isso é relevante, segundo os pesquisadores, porque a principal matéria-prima do pão-francês, a farinha de trigo, é importada.

“O que se percebe enquanto ao comportamento dos preços da Cesta Básica no município de Dourados neste ano é a instabilidade. Isso não significa necessariamente uma elevação de preços, já que num mês temos elevação e no outro uma queda de preços. É o que aconteceu por exemplo nestes três últimos meses. Em Julho, a maioria dos preços da Cesta Básica diminuíram e no mês seguinte, Agosto, 10 produtos aumentaram de preços. E no mês de Setembro, 9 produtos fecharam com uma queda de preços. Devemos levar em conta que os produtos que compõem a Cesta Básica dependem das estações do ano, por isso, oscilam muito de preços”, considerou a pesquisa.

OUTROS LOCAIS

Idealizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a pesquisa de preços da cesta básica também atinge outros município. Fica em destaque os custos nas capitais.

São Paulo/SP foi a capital onde a cesta esteve mais cara (R$ 473,85), seguida de Porto Alegre/RS (R$ 458,29) e Rio de Janeiro/RJ (458,21). O top 3 foi repetido pelo segundo mês consecutivo. 

As capitais com os menores preços são localizadas na região nordeste do Brasil. Em Natal/RN o preço ficou em R$ 352,57, Salvador/BA com R$ 345,04 e Aracaju/SE, que pelo 3° mês consecutivo registra baixa no custo, com R$ 328,70.

Em Mato Grosso do Sul, a capital Campo Grande teve custo de R$ 396,98, ou seja, quase R$ 30 mais cara que em Dourados. 

UTOPIA?

Ainda é apontado na pesquisa da cesta básica a disparidade entre o quanto vale o salário mínimo e o quanto seria ideal que o trabalhador brasileiro recebesse. 

Levando em consideração a determinação da Constituição Nacional, que estabelece que o valor do salário mínimo deve ser suficiente para cobrir as despesas do trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o valor mínimo necessário para a manutenção de um lar com quatro pessoas deveria ter sido em setembro de R$ 3.980,82, isso significa quatro vezes mais do que o recebimento vigente (R$ 998).

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