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ECONOMIA

BNDES vai cobrar juros mais altos de setores com maior rentabilidade

16 junho 2015 - 14h15

Agência Brasil

Para não ter investimentos prejudicados pelo ajuste fiscal e pela diminuição de aportes do Tesouro Nacional, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reduziu a oferta de empréstimos com juros mais baixos a setores com alta rentabilidade.

A mudança foi anunciada hoje (16) pelo presidente do banco, Luciano Coutinho. Ele disse que o BNDES terá fôlego para honrar todos os compromissos previstos no Programa de Investimentos em Logística.

“Optamos por não fechar portas. O que fizemos foi diminuir a participação da chamada TJLP [Taxa de Juros de Longo Prazo, financiamento com taxas mais baixas] para os setores com alta rentabilidade e maior acesso ao mercado”, explicou.

“Nesta área estão grandes empresas e segmentos onde é mais fácil obter financiamento no mercado. Fizemos, então, [o corte] de maneira diferenciada e bem calibrada, sem deixar nenhum setor fora”, disse Coutinho na Empresa Brasil de Comunicação, onde participou do programa Brasil em Pauta.

Dessa forma, disse ele, foi possível priorizar os investimentos a serem aplicados no setor de infraestrutura, que demanda longo prazo de financiamento; na inovação tecnológica e na sustentabilidade social e ambiental.

“Os investimentos em mobilidade urbana também foram preservados. Portanto, fizemos de uma forma racional o processo de priorização das nossas linhas”, acrescentou.

Coutinho garantiu que o banco terá fôlego para arcar com os compromissos assumidos pelo Programa de Investimentos em Logística. “Nós nos preparamos em 2014 para enfrentar, durante o ano de 2015, um período onde nossa capacidade de receber recursos do Tesouro Nacional seria muito diminuída”, disse ele durante o programa.

“Estamos preparados também para honrar todos os contratos ao longo de 2015 e nos preparando para honrar os leilões do programa de concessões, que virão em 2015 e 2016, de forma a assegurar o sucesso do programa que vai aumentar a eficiência da logística brasileira”, acrescentou.

Coutinho informou que a “reengenharia” vinha sendo pensada desde o fim do ano passado, para ser aperfeiçoada posteriormente, durante a etapa de discussão do Programa de Investimentos em Logística. “O banco estava preparado para o cenário de ajuste fiscal desde o ano passado. Isso facilitou muito, porque havíamos feito reflexão profunda sobre a melhor maneira de ajustar a instituição ao novo quadro”.

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