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Doenças reduzem em até 60% produção de eucalipto

08 Dezembro 2012 - 14h10

O eucalipto é uma cultura que envolve alto investimento, então o cuidado sanitário que os produtores devem tomar deve ser redobrado para evitar perdas desnecessárias. A cultura pode ser atacada por diversas doenças que causam graves danos como redução de produtividade da floresta e danos na qualidade da madeira que diminuem a produção de celulose entre 10% e 14%.

As doenças podem ser originárias de ataques de bactérias ou fungos. A pior delas atualmente no Brasil é a murcha de ceratocystis causada pelo fungo Ceratocystis fimbriata que está atacando de Norte a Sul do país. A redução de produtividade é de cerca de 58%. Outra grave doença no campo é a murcha bacteriana, causada pela bactéria raustônia, a mesma que infecta culturas como tomate e batata.

De acordo com o pesquisador Acelino Couto Alfenas, professor na área de patologia florestal da Universidade Federal de Viçosa especialista na área de doenças do eucalipto, a principal medida a ser tomada é o plantio de clones resistentes.

— Resistência genética é a principal forma de controle em campo. Já em viveiro o principal é o manejo. Tem que usar práticas de higiene, limpeza para reduzir a quantidade de material infectado e reduzir as condições de molhamento, que favorece a proliferação dos fungos — ensina Alfenas.

O professor explica que no caso das doenças que atacam as mudas em viveiros o controle deve ser feito através de uma manejo mais rigoroso com a higienização e principalmente regulando as condições de molhamento. As principais doenças que afetam o eucalipto em viveiro são a mancha bacteriana, causada principalmente por xanthomonas, e a mancha causada por cylindrocladium, que ataca especialmente o Sul da Bahia, Amapá e Pará que são regiões com elevado índice pluviométrico anual e temperaturas elevadas.

— A vantagem de trabalhar com eucalipto é que existe uma ampla variedade genética que permite a seleção de indivíduos resistentes. No entanto, a maioria dos clones disponíveis hoje são híbridos cuja base genética é muito estreita, ou seja, eles estão sendo sempre vulneráveis a estas doenças. É urgente a ampliação dessa base genética e a criação de novos clones. É fundamental também monitorar a variabilidade na população do patógeno porque há sempre a geração de novas raças que podem suplantar os novos materiais — alerta o pesquisador.

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