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Disputa quase acaba em "tragédia" em aldeia de Amambai

15 fevereiro 2005 - 09h18

A disputa entre dois grupos rivais pela liderança da comunidade indígena provocou um confronto que acabou com um verdadeiro “banho de sangue” na noite de domingo, na Aldeia Limão Verde, situada às margens da Rodovia MS- 156, trecho que liga Amambai a Tacuru, a cerca de três quilômetros da cidade em Amambai. O impasse entre os dois grupos, um encabeçado pelo atual capitão da comunidade indígena, Adolfinho Nelson, que está a 34 anos no poder e outro liderado pelo indígena Mauro Barbosa, que reside a cinco anos na comunidade, segundo as informações, teve início em agosto do ano passado durante as eleições municipais em Amambai e se estendeu ao longo de todo o final do ano, inclusive com a realização de uma eleição com intervenção da Funai (Fundação Nacional do Índio), vencida pelo atual capitão, Adolfinho, mas o resultado não foi aceito por Mauro Barbosa e seu grupo, o que provocou um clima de tenção e rivalidade entre os dois grupos dentro da aldeia, com trocas de acusações, ameaças e até agressões física entre partidários de ambos os lados, acarretando em um grande número de ocorrências policiais registradas de ambos os lados na Delegacia de Polícia Civil de Amambai. Anteontem a situação se agravou ainda mais, quando os dois grupos travaram uma verdadeira batalha campal no interior da aldeia. Indígenas de ambos os lados armados com facas, facões, foices e até armas de fogo se enfrentaram, deixando vários feridos, cinco deles em estado mais grave, inclusive um deles, Abrão Benites, teve um braço e o maxilar quebrado, segundo a polícia, a golpes de foice ou pedaços de madeira e sofreu um ferimento na perna causado por disparo de arma de fogo. Uma equipe da Polícia Militar de Amambai teve que intervir para que uma equipe da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), conseguisse entrar na área indígena para resgatar os feridos, inclusive alguns deles em poder do grupo rival. O clima permanece tenso no interior da aldeia. De acordo com o delegado de Polícia Civil de Amambai, Dr. Eduardo Rosa Dias, o problema já foi relatado por várias vezes aos órgãos competentes entre eles a Funai e a própria Polícia Federal que deveria atuar nas questões indígenas, já que a população indígena é tutelada pelo Governo Federal, mas nenhuma solução tem sido tomada. Impasses envolvendo disputas pelo poder dentro das aldeias indígenas vem acontecendo com freqüência em várias aldeias da região conesul do Estado e nenhuma solução consistente tem sido tomada por parte dos órgãos competentes. 

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