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Disputa interna pode acabar em tragédia na Aldeia Amambai

09 março 2005 - 11h49

Na porta da delegacia de Polícia Civil de Amambai, Celso Maciel e Reinaldo Sanches cobram ação da polícia para intervir nos confrontos que tem acontecidos dentro da aldeia Amambai: Ameaças de confrontos e mortes são iminentes, segundo os índios.     Após um longo período de confrontos entre grupos indígenas na luta pelo poder na Aldeia Limão Verde, situada na saída para Tacuru em Amambai, agora a situação se inverteu e os riscos de sangrentos confrontos acabaram se transferindo para a Aldeia Amambai, a maior da região com cerca de 6 mil índios, situada a cinco quilômetros da cidade em Amambai. No domingo, 6, uma equipe de aproximadamente 16 homens, a mando do capitão da aldeia, José Bino, invadiram a residência do indígena Reinaldo Chances, agrediram ele e a esposa e tentaram capturar o indígena Celso Maciel que reside na aldeia e teria em seu comando, um grupo de indígenas descontes com a atual administração de Zé Bino e da própria administração regional da Funai em Amambai. Na Delegacia em Amambai Celso Maciel acusou Zé Bino de ditador e estar impondo o uso da força contra quem se opõe a seu comando dentro da aldeia. Diante da situação o delegado de Polícia Civil de Amambai, Dr. Jéferson Rosa Dias determinou a detenção Zé Bino para prestas esclarecimentos e uma equipe da Polícia Civil de Amambai com o apoio de uma guarnição do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) se deslocou para a aldeia em busca do líder indígena. Na delegacia, enquanto aguardava para ser ouvido, Zé Bino foi categórico em dizer que não aceita a permanência de Celso Maciel e de Reinaldo Sanches dentro da reserva indígena e se for necessário fará o uso da força para expulsá-los. O capitão confirmou, também, que enviou policiais indígenas sob seu comando até a residência de Reinaldo e Celso Maciel a fim de prendê-los, mas negou ter praticado qualquer ato de violência contra seus oponentes. Celso Maciel, por sua fez, disse que veio até a polícia em busca de apoio junto a Justiça, mas se a Justiça continuar se omitindo em intervir como vem fazendo, ele será obrigado a armar seus co-partidários e reagir. “Não podemos morrer sem fazer nada, se a Justiça não tomar uma solução vamos nos armar e nos defender”, disse Celso, ao informar que a promessa é que ele e Reinaldo serão mortos caso retornem a aldeia. O delegado titular de Polícia Civil de Amambai, Dr. Jéferson Rosa Dias informou que o caso foi repassado a Polícia Federal e a Funai para buscar uma saída para o impasse.  

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