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EU SINTO MUITO

Estreia em outubro filme sobre Personalidade Borderline

02 setembro 2019 - 08h34Por Da Redação

Um dos transtornos de personalidade mais recorrentes na atualidade, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), é tema do filme “Eu Sinto Muito”, que estreia dia 10 de outubro nas principais salas de cinema do Brasil.

No filme “Eu Sinto Muito” acompanhamos a trajetória do cineasta Júlio (Rocco Pitanga) na produção de um documentário sobre o Transtorno de Personalidade Borderline. A partir deste guia, conhecemos a história dos cinco entrevistados, Isabelle (Juliana Schalch), Paula (Camila Alencar), Guilherme (Victor Abrão), Marta (Carol Monte Rosa) e Cláudio (Wellington Abreu).

Dirigido por Cristiano Vieira, os personagens centrais estão ligados de diferentes formas: ou foram diagnosticados ou se relacionam de forma íntima com algum paciente. No longa, é possível acompanhar seus relacionamentos, a forma como lidam com o tratamento e as crises e como o Borderline se manifesta em situações cotidianas, por exemplo, na espera do parceiro fazer um almoço, em uma festa com amigos ou ao ser contrariado.

Também conhecido por Transtorno de Personalidade Limítrofe a doença atinge cerca de 6% da população e é responsável por 20% das internações psiquiátricas e são até 10% dos pacientes atendidos em ambulatórios. Os principais sintomas, segundo Sérgio Ricardo Hototian, psiquiatra no Hospital Sírio-Libanês, são a impulsividade, a mudança de humor brusca, autoflagelação e carência.

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) estima que no Brasil esse transtorno atinja entre 1 e 3% da população, podendo chegar a 6 milhões de pessoas.

SINOPSE

Isabelle, Guilherme e Marta enfrentam emoções intensas que sabotam suas vidas e seus relacionamentos amorosos, enredo encontrado por Júlio para seu documentário sobre o Transtorno de Personalidade Limítrofe (Borderline).

Borderline

A expressão Borderline, em inglês, pode ser traduzida por aquilo que está na fronteira, no limite. O TPB é  tratado no âmbito da Saúde Mental e deve ser acompanhando, prioritariamente, pelos campos da psicologia e da psiquiatria.

As pessoas diagnosticadas com esse tipo de transtorno alternam atitudes de forma impulsiva, podendo ter surtos de ódio e de felicidade e, em casos extremos, o sofrimento pode levar ao suicídio.

A pessoa border  tem um padrão de instabilidade nas relações pessoais, na autoimagem e nos afetos, com impulsividade acentuada que surge na primeira fase da vida adulta. O médico psiquiatra, diretor secretário da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Dr. Claudio Meneghello Martins, explica que pessoas diagnosticadas com essa síndrome têm “Muita dificuldade de estabelecer vínculos afetivos reais e temor contínuo de ser abandonada. Passa testando o seu meio para comprovar se é amada, mas como sua conduta é inadequada, acaba afastando as pessoas de seu convívio”.      

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