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TELEVISÃO

Bonner 'atropela' e cria mal-estar por causa da moça do tempo

16 junho 2015 - 10h37

Maria Julia Coutinho, a Maju, é um sucesso como nova moça do tempo do Jornal Nacional. Mas a escolha da jornalista para o principal telejornal do país gerou um enorme mal-estar nos bastidores da Globo. É que William Bonner, apresentador e editor-chefe do JN, convocou a repórter para fazer testes, no início de abril, sem antes consultar o comando do jornalismo em São Paulo, a quem Maju é subordinada. Bonner, como se diz nos bastidores da emissora, "atropelou" instâncias.

A direção de jornalismo de São Paulo nada poderia fazer contra a escolha de Bonner. Também não vetaria Maria Julia. O problema não foi a escolhida, mas a forma como ela foi feita.

Uma das jornalistas da chefia ainda não digeriu o "golpe". Decidiu responder turbinando a carreira de repórter de Michelle Loreto, que nos últimos dez anos foi a moça do tempo do JN. A primeira decisão foi emplacar Michelle no Programa do Jô, ainda em maio. Mesmo sem ter nenhuma novidade para contar, como um livro, por exemplo, Michele apareceu no talk show 20 dias antes de Maju, primeira moça do tempo negra da Globo.

Em seguida, Michelle foi alçada a apresentadora do quadro Sala de Emprego, do Jornal Hoje, durante as férias da titular, Veruska Donato. Em breve, Michelle vai aparecer à frente de uma série de reportagens sobre poluição em São Paulo, dentro do projeto especial Respirar, prioridade da emissora. O plano é tornar Michelle, por enquanto funcionária apenas dos telejornais paulistas, repórter do Jornal Nacional o mais breve possível.

Maria Julia Coutinho chamou a atenção de Bonner no Hora 1 e no Bom Dia Brasil. Ela tinha a espontaneidade que o Jornal Nacional busca desde que estreou, em 27 de abril, novo cenário, permitindo aos âncoras caminharem no estúdio e conversarem com repórteres, correspondentes e com a própria Maju _como na última sexta, quando a moça do tempo foi elogiada pelo chefe, no ar, pela "precisão" da previsão da véspera e pela entrevista ao Jô.

No JN, Maria Julia vem chamando a atenção pela informalidade (ela usa BH no lugar de Belo Horizonte e Floripa para Florianópolis). Indiretamente, ela quebrou uma regra do jornalismo da Globo, a que proibia o uso de apelidos. No JN de 12 de maio, Bonner decretou que Maria Julia passaria a ser chamada de Maju.

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