Menu
Busca sábado, 22 de setembro de 2018
(67) 9860-3221
OPINIÃO

Uma cidade quase ideal, por Pedro Costa Cardoso

30 maio 2015 - 12h00

Todo cidadão quer viver numa cidade onde os serviços sejam eficientes. Embora o desejo seja generalizado, são poucos que agem ou cobram do poder público essa prestação adequada.

Alguns fatores são determinantes para isso. Primeiro, é uma preguiça em se informar com precisão sobre o que seria uma cidade com serviços de qualidade satisfatória.

Em qualquer grande cidade, os moradores conhecem o posto de saúde de um bairro, mas a grande maioria não sabe – nem procura saber - quais são as especialidades médicas cobertas por aquele posto, nem o dia de plantão de cada médico, nem a carga horária. Caso se desentenda com algum funcionário ou fique insatisfeito de alguma forma, ninguém conhece os superiores a quem reclamar, muito menos os meios para se manifestar.

São os próprios órgãos públicos que dificultam esse conhecimento para não serem devidamente cobrados.

Bastaria que uma prefeitura distribuísse panfletos aos moradores do bairro com o quadro de funcionários do posto, da escola, da creche, com carga horária completa e nomes e contatos dos superiores, das ouvidorias e de outros órgãos de controle.

Caso pretenda evitar essa despesa, poderia disponibilizar nos sites oficiais. Aos poucos as pessoas se habituariam a saber quais são os profissionais responsáveis pelo atendimento em cada área.

Os gestores públicos não se preocupam em aprimorar as condições de atendimento de serviços oferecidos. Sempre rebatem por meio de “notas de esclarecimento” com menção a dados estatísticos fornecidos pelos próprios servidores.

Há um divórcio total entre a realidade vivida no cotidiano das pessoas e as citações dos gestores. É como se os munícipes estivessem mentindo, quando câmeras comprovam que o caos é maior do que as queixas cotidianas.

Para chegar a uma qualidade plenamente satisfatória que defina o que seria uma cidade ideal, os cidadãos precisariam mudar alguns comportamentos, e forçar que os administradores lhe forneçam serviços eficazes de fato, encarando naturalmente como dever, e sem nenhuma benevolência a quem negligenciar.

Depois, controlar a frequência dos servidores para que cumpram suas cargas horárias, sem as tão comuns saídas do expediente.

Exigir qualificação dos prestadores de serviços terceirizados. Não é porque terceiriza ou faz concessão que os prestadores podem entregar como bem entender. E um exemplo comum são os maus motoristas de ônibus, que saem sacolejando pessoas como se fossem objetos pelas cidades brasileiras.

Seria ainda mais importante se os órgãos de fiscalização tivessem suas atividades acompanhadas bem de perto, pois se houvesse o devido acompanhamento, com medidas preventivas e punições aos desobedientes, as cidades poderiam até não ser ideais, mas, com certeza, seriam bem melhores para todos.

Bacharel em direito*

Deixe seu Comentário

Leia Também

SHOWBIZ
Luísa Sonza posa de biquíni e anuncia chegada à Fernando de Noronha
SAÚDE
Horário de verão poderá ser proibido em todo o Brasil
RIO BRILHANTE
Trio é condenado a 47 anos de prisão por matar adolescente a tiros
ECONOMIA
Servidor de Dourados terá acesso ao crédito consignado da Sicredi
POLÍCIA
Agepen etuda ajustar tornozeleiras eletrônicas após 'gambiarra'
FIT
Estão abertas as inscrições para oficina de maquiagem artística
RIO BRILHANTE
Homem invade hospital atrás da ex-mulher esfaqueada por ele
SEU BOLSO
Preço da gasolina chega a R$ 4,65 mesmo sem reajuste nas refinarias
FUTEBOL
Seleção Sub-20 é convocada com Paulinho, Vinicius Jr e Rodrygo
ITINERANTE
Carreta da Justiça oficializa união de casal junto há 46 anos

Mais Lidas

DOURADOS
Criança de 1 ano desaparece de dentro de casa no Dioclécio Artuzi
DIOCLÉCIO ARTUZI
Polícia divulga imagens de criança de 1 ano desaparecida em Dourados
PEDRO JUAN
Polícia paraguaia apreende carga de maconha com adesivos de “Lula Livre”
JARDIM AEROPORTO
Durante confronto com a PM, rapaz é baleado no tórax e morre em hospital