19/05/2017 18h06 - Atualizado em 19/05/2017 18h06

Reinaldo diz que só tratou de investimentos para o Estado com a JBS


Adriano Moretto
 
Reinaldo Azambuja nega ter recebido propina da JBS - Foto: Isadora Spadoni Reinaldo Azambuja nega ter recebido propina da JBS - Foto: Isadora Spadoni

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB), citado pelo empresário Wesley Batista, dono da JBS, de participar de esquema de repasse de propinas em Mato Grosso do Sul afirmou, em nota, que a única negociação envolvendo ele e a empresa, diz respeito a investimentos realizados no Estado, confira nota na íntegra abaixo.

Azambuja também se defende e afirma ter recebido R$ 10,5 milhões da JBS, porém, repassados pelo PSDB nacional em 2014 e declarado na prestação de contas eleitoral de sua candidatura.

"Apoio integralmente às investigações, e me coloco à disposição para apresentação de todo e qualquer documento ou esclarecimento que contribua com a elucidação total dos fatos (...) por fim reforço que qualquer outra alegação de fatos ilícitos envolvendo meu nome e a empresa JBS não condiz com a verdade, e será devidamente comprovado", finaliza nota.

Delação

Reinaldo Azambuja é citado na delação por ter, segundo Wesley Batista, recebido R$ 12,9 milhões, tratado diretamente com o delator.

"Reinaldo Azambuja tratava comigo, o ‘Boni’ ia lá no palácio do governo em Campo Grande, pegava as notas em mãos com o governador e processava o pagamento e a mesma coisa incentivos fiscais para redução de ICMS", cita.

Além de Azambuja, os ex-governadores André Puccinelli (PMDB) e Zeca do PT foram citados.

Zeca disse que "não tem o menor temor da alardeada delação dos executivos do grupo JBS, já que na condição de ex-governador do Estado, nunca pediu e nem tomou conhecimento de que alguém tenha pedido propina ao referido grupo em seu nome ou em nome do seu governo".

Já Puccinelli não vai se pronunciar sobre o caso.

Veja nota na íntegra

Tendo em vista a delação do empresário Wesley Batista em que meu nome é citado, e em respeito ao povo de Mato Grosso do Sul, faço os seguintes esclarecimentos:

O empresário Wesley Batista apresentou em sua delação premiada suposições de fraude envolvendo cinco termos de acordo de incentivos fiscais com o Estado de Mato Grosso do Sul, dos quais apenas um foi assinado em minha gestão;

Esclareço que referido termo assinado em minha gestão teve como objeto investimentos para ampliação e geração de novos empregos em diversas unidades frigoríficas em Mato Grosso do Sul, conforme legalmente estabelecido pela política de incentivos estadual;

Em relação à declaração de que recebi aproximadamente R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) dos empresários, informo que o valor exato é de R$ 10.500.000,00, (dez milhões e quinhentos mil reais) repassados pelo PSDB nacional e que constam regularmente declarados na prestação de contas eleitoral de minha candidatura em 2014;

Ressalto que a transparência na gestão pública é meu compromisso com o povo sul-mato-grossense, comprovado pela ultima avaliação da CGU que colocou Mato Grosso do Sul com nota 10 em transparência, sendo o Estado que mais evoluiu nesse quesito em todo o país;

Apoio integralmente às investigações, e me coloco à disposição para apresentação de todo e qualquer documento ou esclarecimento que contribua com a elucidação total dos fatos;

Por fim reforço que qualquer outra alegação de fatos ilícitos envolvendo meu nome e a empresa JBS não condiz com a verdade, e será devidamente comprovado.

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