Menu
Busca quarta, 24 de julho de 2019
(67) 9860-3221
ECONOMIA

Poupança tem maior retirada de recursos da história para o primeiro semestre

06 julho 2015 - 18h50

Pelo sexto mês seguido, a poupança registrou perda de recursos. Segundo dados divulgados hoje (6) pelo Banco Central, os correntistas retiraram R$ 38,542 bilhões a mais do que depositaram no primeiro semestre. A caderneta registrou a pior captação líquida (diferença entre depósitos e retiradas) da história para o período.

De janeiro a junho, os brasileiros depositaram R$ 909,632 bilhões na poupança. No entanto, as retiradas somaram R$ 948,174 bilhões. Apenas em junho, os investidores sacaram R$ 6,261 bilhões a mais do que depositaram na poupança, também a pior captação líquida registrada para o mês. No mês passado, os depósitos somaram R$ 162,854 bilhões, mas os saques totalizaram R$ 169,114 bilhões.

Nos últimos meses, vários fatores estão provocando a fuga de recursos da poupança. Em primeiro lugar, a alta da Selic (taxa básica de juros da economia) tornou a poupança menos atraente que outras aplicações. Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a caderneta é mais vantajosa do que os fundos de investimento apenas quando as aplicações são inferiores a seis meses, apesar de a poupança ser isenta de Imposto de Renda e de taxas de administração.

A alta da inflação também contribuiu para a perda de atratividade da poupança. Nos últimos 12 meses, a caderneta rendeu 7,43%, o equivalente à Taxa Referencial mais 6,17% ao ano. A inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, no entanto, está em 8,47%, puxada pela alta de preços administrados, como combustíveis e energia. O aumento dos preços e do endividamento dos consumidores também diminui a sobra de recursos a ser aplicada na caderneta.

A fuga de recursos da caderneta provocou problemas no crédito imobiliário porque os depósitos da poupança são usados para os financiamentos de imóveis. Em maio, o Conselho Monetário Nacional (CMN) remanejou R$ 22,5 bilhões de compulsórios – parcela que os bancos são obrigados a manter depositada no Banco Central – para evitar a escassez de recursos para o setor.

Deixe seu Comentário

Leia Também

UAU
Prima gata de Luísa Sonza chama atenção com fio-dental em praia
CAMPO GRANDE
Viúva de homem que morreu após explosão diz estar grávida e marido não sabia
CULTURA
20º Festival de Inverno de Bonito começa na proxima quinta-feira
PARANÁ
Ônibus escolar que saiu de MS é apreendido com uma tonelada de maconha
COSTA RICA
Família busca ajuda em quartel e bombeiro salva vida de criança sufocada
EDUCAÇÃO
UEMS abre inscrições para curso de Libras na unidade de Dourados
ECONOMIA
Guedes confirma liberação de R$ 42 bi de FGTS e PIS até o fim de 2020
IVINHEMA
Motociclista morre após ser atropelado por caminhão tipo baú
REVISÃO
Brasil revoga refúgio concedido a três paraguaios acusados de sequestro
EMPREGO
Itaú Unibanco e Itaú BBA abrem inscrições para programa de trainee

Mais Lidas

DOURADOS
Homem morre após bater moto em carro parado na Marcelino Pires
DOURADOS
Homem é baleado nas costas no Flor de Liz
SHOWBIZZ
Sertanejos morrem em acidente de carro em rodovia de São Paulo
PORTO MURTINHO
Douradense é assassinado em sede de fazenda