17/07/2017 15h50

Potencialidades rurais de MS são apresentadas a adidos agrícolas de 7 países


Da Redação

O desenvolvimento do Agro, as potencialidades do Estado e o perfil sustentável e de empreendedorismo do setor rural. Esses foram os pontos ressaltados pelo presidente do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Mauricio Saito, durante a abertura da segunda edição do Programa de Intercâmbio AgroBrazil, em Mato Grosso do Sul, realizada nesta segunda-feira (17), na Casa Rural.

No evento, os adidos agrícolas de sete países conheceram mais sobre o funcionamento do setor agropecuário do Estado. "Mato Grosso Sul completa 40 anos em outubro de 2017 e apresenta uma trajetória de ascensão conquistando a 2ª posição nacional na produção de carne bovina e 5º maior exportador do território nacional", ressaltou Saito.

De acordo com o presidente da Federação, em quatro décadas, houve 31,5% de aumento no volume de carne bovina produzida, ultrapassando 800 mil toneladas. Na agricultura, somando soja e a perspectiva para o milho safrinha são 18 milhões de toneladas, com alta de 678,37% no período analisado. "Este resultado elevou nosso Estado ao 4º lugar no ranking nacional de milho e 5º na colocação de soja".

O presidente da Famasul destacou a preservação ambiental associada à produção baseada nos três pilares do desenvolvimento: "o primeiro, é o produtor rural, com o perfil empreendedor; o segundo, a comunidade científica e o terceiro é a parceria entre as instituições. O trabalho de produtividade é calcado na sustentabilidade", enfatizou Saito. "Temos 87% do bioma Pantanal preservado, graças ao trabalho do homem pantaneiro, segundo números da Embrapa".

Um dos destaques na apresentação de Mauricio Saito foi os números do Senar/MS, da atenção que o Sistema Famasul prioriza ao programa Agrinho, hoje presente em 57 municípios e 498 escolas.

A reunião também discutiu o andamento de mercado, momento em que o presidente do Sistema Famasul pontuou o esforço do governo brasileiro em superar as barreiras. "O Brasil começa a reverter a imagem de um dos países mais protecionistas do mundo que manteve por muito tempo. Informe da Organização Mundial do Comércio (OMC) destaca que, entre as grandes economias globais, o País foi o que mais adotou medidas para desobstruir o comércio internacional entre outubro de 2016 e maio deste ano", afirmou Saito.

Do mesmo modo, o secretário de Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, representando a CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, reforçou ações que o setor adota para o desenvolvimento sustentável do setor, como: plantio direto, uso de biodigestores nos sistemas produtivos, melhoria nas pastagens, florestas plantadas e sistemas de integração.

Riedel que também fez referência ao CAR: "O novo código florestal exige o registro obrigatório de toda a propriedade georeferenciada. Cada propriedade é obrigada a se cadastrar em um grande sistema veiculado ao Ministério do Meio Ambiente. No Centro Oeste, 93% já foram registradas".

A superintendente de Relações Internacionais da CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Lígia Dutra, explicou o objetivo do programa: "A ideia é trazer esses representantes mais próximos da realidade brasileira. Eles vão conhecer o sistema produtivo e as ações de sustentabilidade".

O secretário da Semagro, Jaime Verruck, falou aos representantes internacionais, como vem avançando as vendas externas do setor. "Em todas as pautas do agro nós contabilizamos exportação significativa. Nós criamos uma régua de atendimento satisfatória do ponto de vista sanitário e mercadológico. Somos exportadores tradicionais de carne, soja e milho, com potencial no mercado de celulose".

Sobre as demandas do setor, Verruck afirmou ainda: "Acreditamos que temos espaço em suinocultura e avicultura. Nós temos agora a necessidade de chegar aos portos do pacifico. Precisamos encontrar alternativas de escoamento".

De acordo com os dados da Famasul, a suinocultura e a avicultura demonstram crescimento, ocupando o 8º lugar na produção nacional. Além disso, houve o destaque dos produtos florestais que passaram a ocupar o segundo lugar na pauta de exportação regional participando com 25,63%.

O superintendente da SFA, Celso Martins, destacou os trabalhos realizados no Estado em relação à questão sanitária: "O carro chefe de ação é o plano nacional de defesa agropecuária. A estratégia se baseia no gerenciamento de risco", disse.

Em seguida, o presidente da Associação de Novilho Precoce MS, Nedson Rodrigues, falou das ações da instituição: "Mato Grosso do Sul é um exponente na produção de grãos e pecuária. No quesito qualidade da carne bovina, ocupamos o primeiro lugar no ranking nacional, trabalhando com tecnologia, alta produtividade. A associação, atua há 19 anos, mostrando como produzir para fornecer a nichos mais exigentes".

O grupo de adidos é formado por Andile Maxwell Hawes, da África do Sul; Javier Dufourquet, da Argentina; Changqing Bai, da China; Young Seup Kwon, Coréia do Sul; Sudarsono Soedirlan, Indonésia; Thway Thaut, de Myanmar; Terrapong Vanichanon, da Tailândia.

Além de Lígia, a equipe da CNA é composta pela superintendente técnico, Bruno Lucchi e pelos assessores técnicos, Layanne Vasconcellos e Alan Malinsk.

A CNA, por meio da Superintendência de Relações Internacionais (SRI), realiza, de 17 a 21 de julho, a segunda edição do Programa de Intercâmbio AgroBrazil, em Mato Grosso do Sul.

Durante uma semana, adidos agrícolas que atuam em diversos países vão conhecer a pecuária e a produção de grãos do Estado. Além disso, acontecerão reuniões com representantes de órgãos públicos, com entidades do setor produtivo, além de visitas técnicas a propriedades rurais e ao canteiro de obras do Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte do SENAR.

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