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DENÚNCIA

Policiais são condenados de 8 a 10 anos por concussão e sequestro

10 agosto 2018 - 14h35Por Da Redação

Nesta quinta-feira (09/08), os sete Policias Militares denunciados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul foram condenados pelos crimes de concussão e sequestro. As penas variam de 8 até 10 anos de prisão em regime fechado.

Na ocasião, em uma operação que contou com a participação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), foram presos em flagrante dois policiais. Já no dia 05 de dezembro de 2017, o Juiz de Direito da Justiça Militar Estadual decretou a prisão preventiva dos outros Policiais Militares envolvidos nos crimes.

As penas são correspondentes aos crimes de sequestro e concussão, em razão da cobrança de propina para liberação de uma carga de cigarros contrabandeados e por terem restringido a liberdade de locomoção do motorista da carreta durante todo o dia.

O julgamento, com duração de aproximadamente três horas, foi presidido pelo Juiz de Direito auditor Alexandre Antunes da Silva, da Vara da Justiça Militar Estadual, e o MPMS foi representado pela Promotora de Justiça Tathiana Correa Pereira da Silva Façanha.

Operação

Outros policiais militares também foram alvo de complexa investigação desenvolvida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Gaeco.

A operação “Oiketicus” foi deflagrada, na data de 16 de maio deste ano, quando o GAECO e a Corregedoria da Polícia Militar cumpriram 20 mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e 45 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da Auditoria Militar.

Participaram da operação cerca de 125 Policiais Militares e 9 Promotores de Justiça. Os mandados tiveram como alvo as residências e locais de trabalhos de todos os investigados, distribuídos nos municípios de Campo Grande, Dourados, Jardim, Bela Vista, Bonito, Naviraí, Maracaju, Três Lagoas, Brasilândia, Mundo Novo, Nova Andradina, Boqueirão, Japorã, Guia Lopes, Ponta Porã e Corumbá.

As investigações do Gaeco visavam ao desbaratamento de organização criminosa composta por Policiais Militares que atuavam, primordialmente, na facilitação do contrabando de cigarros.

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