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CAMPO GRANDE

Polícia vai rastrear histórico médico de aluna morta após agressão

07 dezembro 2018 - 19h35Por Da Redação

A delegada Fernanda Félix, da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude) disse que vai solicitar todo o histórico médico de Gabrielly Ximenes de Souza, de 10 anos – que morreu uma semana depois de ser agredida por colegas perto da escola Lino Villachá, no Bairro Nova Lima, em Campo Grande.

A medida faz parte do processo de investigação com o objetivo de saber se a menina tinha ou não algum problema, que pode ter provocado sua morte. Além disso, a delegada também aguarda laudo necroscópico, que deve sair em 10 dias.

“Ela [Gabrielly] poderia estar doente e os pais, por exemplo, não sabiam”, destaca. Em recente entrevista, a delegada já havia afirmado que "é impossível" que isso três golpes de mochila tenham causado a morte da menina.

O site Campo Grande News apurou que Gabrielly tinha um grande histórico de atendimento médico na rede municipal de saúde desde 2009. O último inclusive é de 10 de junho deste ano quando deu entrada em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) com dor abdominal.

Em contrapartida, o pai da vítima, o caminhoneiro Carlos Roberto Costa de Souza, 40 anos, afirmou que a filha era saudável e “sorria dia e noite”.

“Cuidava dela muito bem. Gabrielly não era doente. E se aconteceu algo foi por não ser atendida devidamente no hospital onde disseram que ela podia ir para casa, pois estava tudo bem”.

A agressão aconteceu no dia 29, na saída da aula. Uma menina de 9 anos contou a polícia que a briga começou ainda na escola. Uma xingou a mãe da outra. Quando acabou a aula, as duas seguiam pela a rua quando se desentenderam novamente e uma puxou o cabelo da outra.

A colega, então, usou a mochila para agredir a vítima. Foram três golpes, de acordo com o relato da criança e das testemunhas. Por isso, a polícia não acredita que os golpes tenham causado a morte da menina.

Gabrielly foi socorrida e internada na Santa Casa. Depois teve alta, mas morreu sete dias depois em decorrência de quatro paradas cardiorrespiratórias, após passar por um procedimento cirúrgico no quadril.

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