Menu
Busca domingo, 17 de fevereiro de 2019
(67) 9860-3221
OPERAÇÃO

Polícia Federal investiga fraudes em 14 concursos públicos

18 setembro 2017 - 17h20

A Polícia Federal descobriu fraudes em 14 concursos públicos nacionais aplicados pela Fundação Carlos Chagas. Segundo a Operação Afronta II, que encontrou as irregularidades, 47 candidatos se beneficiaram de escutas eletrônicas no momento de realizar as provas. De acordo com a PF, alguns desse candidatos já foram habilitados e empossados nos cargos para os quais concorreram.

Hoje (18), a PF cumpriu dois mandados de prisão temporária, quatro mandados de condução coercitiva e dez mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo, nas cidades de Campinas (SP) e Maceió. Os demais candidatos foram intimados para prestar esclarecimentos.

Em outubro do ano passado, a PF deflagrou a primeira etapa da operação, em Sorocaba (SP), para apurar uma fraude no concurso público do Tribunal Regional Federal da 3ª Região para os cargos de técnico e analista judiciário.

Na ocasião, foram indiciados nove membros da organização criminosa: o líder do grupo, o técnico responsável pelos equipamentos eletrônicos, quatro pessoas que desviavam as provas, e três que corrigiam as questões desviadas. Foram indiciados ainda doze candidatos que receberam as questões por meio de equipamentos de ponto eletrônico, e duas pessoas que também tiveram participação na fraude, embora não fossem membros da organização.

A Polícia Federal solicitou à Fundação Carlos Chagas informações acerca de outros certames que os indivíduos responsáveis por desviar as provas haviam se inscrito. Pediu ainda que a fundação fornecesse os gabaritos de respostas de todos os candidatos destes concursos suspeitos.

Os gabaritos foram então encaminhados à perícia, que constatou que a fraude havia sido consumada em 14 certames e que 47 candidatos haviam participado do crime. O sistema também encontrou indícios de cópia de respostas entre candidatos, comumente conhecida como "cola", em outros 24 certames.

Os candidatos serão indiciados pelo crime de fraudes em certames de interesse público, cuja pena varia de um a quatro anos de reclusão, e pelo crime de
associação criminosa, cuja pena varia de um a três anos de reclusão.

A Fundação Carlos Chagas foi procurada pela reportagem, mas ainda não se manifestou.

Deixe seu Comentário

Leia Também

UAUUUUU!!
Graciele Lacerda exibe corpão em foto e recebe enxurrada de elogios
PROVA ACONTECE AMANHÃ
Concurso da Educação terá reforço na segurança
BRASIL
eSocial já tem 24 milhões de trabalhadores cadastrados
490 EMPRESAS
Jucems registra em janeiro, melhor resultado em cinco anos
BRASIL
Após tragédia, futuro do Ninho do Urubu está indefinido
CAMPO GRANDE
Casa é queimada e morador acredita em fogo criminoso
PROVAS AMANHÃ
Agência orienta candidatos de concurso a não viajarem com transportadores clandestinos
CASO QUE CHOCOU
Homem que furtou corpo de cemitério disse ter ouvido vozes
BRASIL
Repasses de fevereiro a beneficiários do Bolsa Família vão até o dia 28
BELEZA NATURAL
Asfalto da MS-450 avança entre morros e potencializa o turismo na Estrada Ecológica

Mais Lidas

TRÂNSITO
Vídeo mostra acidente que matou duas pessoas em Dourados
TRÂNSITO QUE MATA
Dois morrem em colisão frontal em Dourados
DOURADOS
Jovem morre após troca de tiros com a polícia no Água Boa
JARDIM COLIBRI
Homem é executado na frente da mulher em Dourados