Menu
Busca domingo, 23 de setembro de 2018
(67) 9860-3221
CAPITAL

PM é condenado por não prender suspeito de balear rapaz em boate

02 junho 2015 - 14h45

G1

Um policial militar de Mato Grosso do Sul foi condenado pelo crime de prevaricação por não ter prendido um suspeito de balear um rapaz e ainda por deixar de registrar a abordagem ao homem. O caso aconteceu logo após às 6h (de MS) do dia 17 de julho de 2014, em frente a uma casa noturna de Campo Grande. A condenação foi publicada na edição desta terça-feira (2) do Diário Oficial da Justiça.

À Justiça, o policial disse que não agiu com intuito de satisfação pessoal e só não registrou a ocorrência quando chegou à unidade em que era lotado por falhas no sistema de informática.

O G1 entrou em contato com a Corregedoria da Polícia Militar, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno.

Conforme a decisão do juiz Thiago Nagasawa Tanaka, da Vara da Justiça Militar Estadual, o cabo da PM e um soldado foram chamados para atender ocorrência em frente a uma casa noturna. No local, verificaram que uma pessoa havia sido baleada e que o suspeito estava próximo ao local.

De acordo com a sentença, o cabo conversou com o suspeito, que é ex-policial militar e viu que estava sujo. O policial também não comunicou ao superior do dia que no local uma pessoa havia sido baleada e que fez abordagem ao suspeito.

A situação só foi constatada depois que o cabo já tinha encerrado o expediente. Ele teve que voltar à unidade policial e fazer o devido registro.

O cabo foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) e acabou condenado pelo crime de prevaricação, que é quando funcionário público "retarda ou deixa de praticar ato de ofício, ou pratica-o contra disposição legal expressa, visando satisfazer interesse pessoal".

Segundo a sentença, o policial foi condenado a seis meses de detenção em regime aberto. Foi concedida suspensão condicional da pena privativa de liberdade mediante diversas condições.

Ele terá que prestar serviços comunitários durante seis meses; comparecer mensalmente em juízo até dia 10; não ser preso ou processado criminalmente; não mudar de endereço nem sair da comarca sem prévia autorização judicial; não frequentar bares, prostíbulos e similares e recolher-se à residência até às 22h, salvo quando estiver em serviço.

O suspeito
O homem que era apontado por testemunhas como envolvido no crime em frente à casa noturna é ex-policial militar. Ele havia sido expulso da corporação antes da tentativa de homicídio.

O ex-policial é apontado pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf) como mandante de roubo de joias de uma família na madrugada do dia 15 de março, em Campo Grande.

Uma das vítimas do roubo era amigo dele. De acordo com a polícia, os dois estavam juntos momentos antes do crime em uma casa noturna. Ele está foragido.

Deixe seu Comentário

Leia Também

UAU
Mariana Rios amostra corpo sequinho de biquíni em dia de piscina
UFGD
Com mais de 1.200 trabalhos inscritos, Enepex começa terça-feira
FRONTEIRA
Polícia apreende mais de R$ 300 mil em eletrônicos em para-choque
ELEIÇÕES 2018
Campanha de Delcídio divulga Nota sobre impugnação de candidatura
CAMPO GRANDE
Mulher é presa com carregador e 20 chips nas partes intimas em presídio
TEMPO
Primavera começa hoje com possibilidade de novo episódio do El Niño
MEIO AMBIENTE
Mineradora é autuada e fechada por extração ilegal de areia
ELEIÇÕES 2018
A partir de hoje, candidatos só podem ser presos em flagrante
CORUMBÁ
Cavalos em rodovia causam acidente e deixam duas pessoa mortas
EMPREGO
20 empresa estão com inscrições abertas para trainee; veja lista

Mais Lidas

DOURADOS
Jovem foi espancada até a morte no Pelicano
DOURADOS
Jovem é encontrada morta no Jardim Pelicano
OPERAÇÃO NEPSIS
Ação conjunta prende cinco Policiais Rodoviários Federais em MS
OPERAÇÃO NEPSIS
Ação cumpre mandados de prisão contra suspeitos de contrabando