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CAPITAL

'Negligência', diz filho de morta após alta em posto mesmo passando mal

17 junho 2015 - 17h30

G1

A família da cuidadora de idosos Jaqueline dos Santos Flores, que morreu em posto de saúde de Campo Grande depois de ter alta médica mesmo passando mal, denuncia que houve omissão de socorro e negligência no atendimento médico prestado a ela.

"Com certeza foi negligência médica, porque liberaram uma pessoa em estado grave, não estava bem e não verificaram, não passaram medicação, nada. Por volta das 20h, já foi para o posto de saúde da Coophavilla 2 sem vida", relatou o filho.

A Secretaria Municipal de Saúde Pública da capital (Sesau) informou que vai investigar as causas do fato. A mulher de 34 anos morreu na noite de terça-feira (16), no Centro Regional de Saúde (CRS) Coophavilla 2.

Ela tinha sido liberada pelos médicos cerca de 6 horas antes de morrer, desmaiou ainda na saída do posto e mesmo assim continuou com alta médica, segundo o filho dela, Jonathan Flores de Araújo.
Segundo o boletim de ocorrência, ela deu entrada na unidade no começo da tarde, foi liberada horas depois, voltou a passar mal em casa e morreu depois de voltar ao posto.

O amigo da família, Roberto Rodrigues, diz que, quando a mulher começou a passar mal em casa, eles ligaram para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que se negou a transportar Jaqueline.

"O Samu alegou que não podia vir porque já tinham vindo de manhã e que esse caso não era caso de emergência mais. E que se nós quiséssemos tinhamos que arrumar um carro e levar de novo no posto que foi atendida de manhã", explicou Rodrigues.

O coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Eduardo Cury, confirmou ao G1 que a orientação para o caso foi de que a família providenciasse o transporte da vítima até o posto de saúde, porque seria mais rápido e seguro do que esperar a ambulância.

Ainda conforme Cury, caso a família não tivesse condições fazer o transporte por meios próprios, a ambulância seria deslocada para o atendimento.

Caso

A família disse à Polícia Civil que a mulher passou mal por volta das 12h e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada até o Centro Regional de Saúde (CRS) Coophavila 2.

No local ela recebeu atendimento e ficou em observação durante a tarde. Por volta das 16h, a paciente teve alta médica e foi liberada, mas desmaiou enquanto saia do posto de saúde. Mesmo depois do desmaio, os médicos mantiveram a liberação da mulher, que foi embora para casa de carona com um amigo.

Ao chegar em casa, ela voltou a passar mal e desmaiou de novo, cerca de uma hora depois de ter saído do CRS. A família ligou para o Samu informando a situação da vítima e disse que recebeu a orientação de retornar ao mesmo posto de saúde por conta própria, já que o caso não era grave. O caso foi registrado como morte a esclarecer.

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