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Na Fiems, ministro Roberto Mangabeira prega rebeldia do Brasil Central

08 julho 2015 - 16h45

Durante reunião com representantes da agropecuária, indústria e comércio de Mato Grosso do Sul, nesta quarta-feira (08) no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande, o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, pregou a rebeldia do Brasil Central. “Estamos construindo uma nova estratégia nacional de desenvolvimento do Brasil baseada na ampliação de oportunidades educacionais e produtivas. Nós temos muito a fazer no Governo Federal, mas o País não pode depender só da União, pois, uma estratégia nacional e produtivista só vale se for construída de baixo para cima”, declarou.

Na avaliação do ministro, o dinamismo brasileiro aparece na sua forma mais pura e concentrada no Centro-Oeste e os governadores dos Estados que integram essa Região precisam tomar nas próprias mãos o destino dessas unidades da federação. “No mês passado, esses governadores reuniram-se em Goiânia (GO) e decidiram organizar o Movimento Brasil Central, estabelecendo uma organização para coordenador a política de desenvolvimento regional. Minha esperança é que essa mesma política sinalize para o resto do País o caminho a ser seguido”, reforçou.

Roberto Mangabeira acrescenta que a estratégia de desenvolvimento defendida por ele está baseada em algumas grandes vertentes. “A primeira é avançar na recuperação das pastagens degradadas para se fazer a intensificação da pecuária e diversificação da agricultura, a segunda vertente é a industrialização de produtos agropecuários e avança para a indústria do futuro, que está baseada no conhecimento e inovação, enquanto a terceira é a logística, focada em uma logística multimodal que suscite novas atividades econômicas”, afirmou.

Para o ministro, todas essas iniciativas produtivas só vão prosperar se forem reforçadas por uma grande mudança na educação. “É isso que estou propondo, que o Brasil Central abrace um projeto ousado de melhoria da qualidade do ensino básico, com a criação de uma nova escola média, que coloque competências analíticas no lugar do tradicional decoreba. Também defendemos uma nova educação profissionalizante, que priorize a capacitação flexível exigida pelas tecnologias modernas, sendo que nesse ponto o Senai terá um papel importantíssimo, disponibilizando a infraestrutura necessária para viabilizar esse projeto”, pontuou.

Ele analisa que o mais importante agora ter um rumo, organizar os instrumentos e recursos. “A decisão mais importante já ocorreu, que foi a dos governadores colocarem o Brasil Central na vanguarda do País, andar na frente e não esperar passivamente que a solução venha de cima. A verdadeira vocação da política regional é estimular o vanguardismo alternativos no País. Isso tudo depende da organização de um novo consenso nacional, por exemplo, o regime tributário precisa ser simplificado e isso só será possível com uma articulação política. A confusão ambiental, que gera um grave problema ao setor produtivo, precisa ser solucionada com regras claras. Porém, tudo isso necessita de um novo consenso nacional e os governadores do Centro-Oeste precisam liderar uma nova articulação para levantar essas travas do desenvolvimento”, finalizou.

Repercussão

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, elogiou a proposta do ministro Roberto Mangabeira, mas quer mais celeridade nas ações que param o desenvolvimento econômico. “Considero importante que o ministro fale em rebeldia, pois, se ele como integrante do primeiro escalão do Governo propõe isso, imagina nós que somos empresários e não aguentamos mais pagar impostos. É a hora de rebeldia sim, que os governadores e empresários se reúnam para cobrar os ajustes necessários para a nossa nação”, declarou.

Ele defende que está na hora de parar de planejar e começar a executar o que está proposto pelo setor produtivo. “O Governo Federal tem sido pouco eficaz e a sociedade não aguenta mais essa espera. A resposta tem de ser para hoje e é essa a nossa cobrança”, disse, referindo-se aos problemas com as invasões de terras pelos indígenas, a insegurança jurídica e a insegurança social. “Mostrei ao ministro que o Governo Federal teve um aumento de 4,7% na arrecadação federal nos primeiros cinco meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, demonstrando que não há falta de dinheiro e, portanto, para que esse ajuste fiscal, que nada mais é do que aumento de impostos”, completou.

Sérgio Longen considera o Brasil Central um fórum interessante para se discutir o desenvolvimento regional, mas não é o suficiente. “Da mesma forma que defendi que nós empresários começássemos a recolher os impostos federais em juízo até que o Governo sentasse para discutir a aplicação desses recursos, agora eu entendo que os governadores precisam também pressionar a União para rever o modelo de pagamento das dívidas dos Estados. Que eles também depositem em juízo as parcelas dessas dívidas até que se encontre um novo formato, até que o Governo dê uma resposta para renegociação dessas dívidas. Não é mais suportável para os Estado contribuírem da forma como contribuem. Todos os meses os governadores buscam junto à União recursos para atenderem as necessidades dos seus Estados, enquanto repassam mensalmente o bruto de suas riquezas para pagar os juros dessa dívida impagável com a União”, lembrou.

Para o presidente da Fecomércio-MS, Edison Araújo, o ministro Roberto Mangabeira pode ser o porta voz de Mato Grosso do Sul junto ao Governo Federal para encontrar uma melhor solução para o desenvolvimento estadual. Já o presidente da Famasul, Nilton Pickler, pediu a intervenção do ministro com relação à questão indígena. “Não queremos que Mato Grosso do Sul vire uma terra sem lei”, declarou. O deputado estadual Paulo Corrêa reforçou que está difícil manter a lei no Estado e essa insegurança jurídica afasta os investimentos. “Ainda temos a questão da dívida do Estado, que não para de crescer e o Governo Federal atuar na solução desse problema”, solicitou.

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