Menu
Busca segunda, 24 de setembro de 2018
(67) 9860-3221
COXIM

MPE quer suspensão de doação de terrenos feito por ex-prefeita

18 outubro 2017 - 18h50Por Da Redação

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Promotor de Justiça Marcos André Sant´Ana Cardoso, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Coxim, recomendou ao prefeito do Município Aluízio São José para que suspenda validade ou eficácia dos títulos provisórios de terrenos doados por ex-prefeita do Município.

Conforme a Recomendação, fica estabelecido que seja instaurado procedimentos administrativos, visando à declaração de nulidade ou revogação de todos os títulos provisórios decorrentes das doações de terrenos do Lote 05, da Avenida Frei Cirino João Primon, bairro Vila Bela III, no Município de Coxim. O prefeito poderá, nos procedimentos administrativos, suspender liminarmente a validade ou eficácia dos títulos provisórios, com a decretação da proibição de edificação ou ocupação dos terrenos.

Para fazer a Recomendação, o Promotor de Justiça levou em consideração que a ilegalidades nas doações de terrenos públicos do Coxim, que foram realizadas sem lei autorizativa, promovidas em ano eleitoral, sem critério objetivo de escolha dos donatários, sem aprovação e registro do loteamento no cartório de imóveis e sem licença ambiental o que ensejará a propositura de ação de improbidade administrativa.

Levou em consideração ainda que, nos autos do Inquérito Civil nº 042/2012, ficou demonstrado que a ex-prefeita de Coxim, no mandato 2009-2012, Dinalva Garcia Lemos de Morais Morão determinou o loteamento de imóvel com área 5.923,55m², para fins de doação a populares.

E, por fim, considerou que o projeto de loteamento do Lote nº 05, determinado pela ex-prefeita, não foi aprovado, no Setor de Planejamento Urbano e nem foi registrado no Cartório de

Registro de Imóveis de Coxim, ilegalidade das doações, que foram realizadas em período eleitoral.

Para o Promotor de Justiça, as doações foram firmadas entre outubro e novembro do ano de 2012, ou seja, foram realizadas em ano de eleições municipais, o que caracteriza improbidade administrativa. E, a efetivação de loteamento sem licença ambiental e a promoção de doações configurou o crime previsto no art. 50, inciso I e III c.c. parágrafo único da Lei nº 6.766/79.

Dentro do prazo de 120 dias, os procedimentos administrativos de declaração de nulidade ou revogação deverão ser finalizados.

Já no prazo de cinco dias, o atual Prefeito de Coxim deverá informar a 1ª Promotoria de Justiça, se irá cumprir integralmente a recomendação. Em caso de descumprimento, será interpretado como conduta de ratificação dos atos criminosos e ilegais praticados pela gestão anterior em relação às doações dos terrenos.

Deixe seu Comentário

Leia Também

SHOWBIZ
Paola Antonini: "minha autoestima melhorou depois que perdi a perna"
PESQUISA
Ibope: governo Azambuja é aprovado por 46% e reprovado por 17%
CAPITAL
Homem é preso após invadir residência com carro de luxo furtado
EM ALTA
Barril do petróleo passa de US$ 81 e fecha no maior valor em 4 anos
TRÊS LAGOAS
Homem foge após lançar droga e 14 celulares para dentro de presídio
UEMS
EscolaGov promove curso de Licitação e Contratos em Dourados
EDUCAÇÃO
‘Infâncias, Docência e Educação Infantil’ é tema de Seminário na UFGD
AQUIDAUANA
Homem é preso após invadir casa e abusar de menina de 12 anos
BOATOS
Manuela d'Ávila é ameaçada nas redes sociais após fake news
IMPROBIDADE
Ex-servidor do TJMS é acusado de receber dinheiro para intervir em ação

Mais Lidas

DOURADOS
Amiga de jovem encontrada morta é presa acusada por tráfico e por alterar a cena do crime
TEMPORAL
Chuva e ventos fortes derrubam árvores em Dourados
DOURADOS
Adolescente é encontrado baleado na rua e morre no HV
POLÍCIA
Presos em Dourados são transferidos para capital