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CAMPO GRANDE

Ministério Público pede o bloqueio de R$ 2,5 milhões dos bens de ex-prefeito

25 Setembro 2017 - 15h20

O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal pode ter R$ 2,5 milhões de seus bens bloqueados pela Justiça após pedido do promotor Marcos Veras, da 30ª Promotoria do Patrimônio Público.

Para Veras, houve enriquecimento ilícito de Bernal ao comprar um imóvel, em 2013, o valor de R$ 1,5 milhão, no Condomínio Edifício do Parque das Nações.

De acordo com o Campo Grande News, baseado no inquérito civil, a aquisição do imóvel era incompatível com a evolução patrimonial do ex-prefeito, já que foi feita uma investigação sobre sua renda e conta bancária.

A casa foi adquirida em 22 de março de 2013, quando Bernal já estava a frente do executivo municipal de Campo Grande.

Segundo a ação civil, o imóvel foi declarado no valor de R$ 1,5 milhão, sendo que o pagamento seria feito em uma primeira parcela de R$ 642 mil e o restante R$ 858 mil, por meio de um financiamento bancário feito junto a Caixa Econômica.

Ainda de acordo com o site, esta primeira entrada, segundo a investigação, foi paga R$ 300 mil e o restante entre 15 de fevereiro e 15 março de 2013. Para o promotor, estes valores seriam incompatíveis com os rendimentos declarados por Bernal ao Fisco. Diante da quebra do sigilo fiscal e financeiro, verificou-se quem em 2012, ele teria auferido R$ 233,2 mil.

"Nota-se que a renda-líquida no ano anterior a aquisição do imóvel foi inferior ao valor pago com recursos próprios para compra do imóvel, no valor de R$ 642 mil", citou Marcos Alex. Ele ainda destaca que no período entre 2011 a 2013, houve uma evolução patrimonial de Bernal de 141%.

O promotor também questiona o valor divulgado do imóvel, pois segundo ele, neste mesmo condomínio existem apartamentos de R$ 2,8 milhões e também aponta indícios de superfaturamento no negócio, porque o apartamento teve valorização de R$ 800 mil, em dois anos, quando o mesmo imóvel foi negociado pelo prefeito por R$ 2,3 milhões.

Por estas razões, Alex pediu o bloqueio de R$ 2, 5 milhões de bens do ex-prefeito, somando a quantia de R$ 642 mil (primeira entrada), com a multa civil de R$ 1,9 milhão. Assim como a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos de oito a 10 anos.

Defesa

Wilton Edgar Acosta, advogado do ex-prefeito, disse em entrevista ao site que vai ser provado na Justiça que as acusações não procedem e que Bernal comprou o imóvel com recursos adquiridos com seu trabalho e da família, por meio de financiamento.

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