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'Medo pela própria vida', diz guarda agredido após invasão à escola de MS

02 junho 2015 - 12h45

G1

O guarda municipal agredido por garotos que invadiram uma escola pública de Campo Grande, na noite de segunda-feira (1º), diz que teve medo de morrer durante as agressões. O servidor, que preferiu não ter a identidade revelada, afirmou que um dos suspeitos estava armado com faca, além de pedaços de madeira. Durante a confusão, também houve disparo de arma de fogo.

"Tive medo pela própria vida. A gente fica à mercê. Eles estavam em cima do muro, causando dano ao patrimônio, tirando as telhas da escola. Chegaram a subir no telhado [...] Atiravam de fora da escola para dentro, madeira, pedra, telha e depois pularam pra dentro. Uns três ou quatro me acuaram num canto e eu só me defendi", relembrou.

A Secretaria Municipal de Segurança Pública, responsável pela Guarda Municipal Civil, informou por nota que o caso será apurado pela Polícia Civil e que já tomou providências para localizar os agressores.

O servidor teve ferimentos leves e está com inchaço nas mãos. Ele foi atendido em uma unidade de saúde e encaminhado para exame de raio-x.

Conforme o servidor, a direção do colégio suspeita que um dos agressores seja ex-aluno da escola, mas a Polícia Civil ainda não identificou nenhum suspeito. Ainda segundo a vítima, outro guarda municipal que trabalhava na escola foi ameaçado na semana passada.
A Guarda Municipal ainda informou que "não tem conhecimento de nenhuma ameaça anterior ao servidor".

O caso aconteceu por volta das 20h, em uma escola municipal no bairro Noroeste, durante o período de aula. O guarda contou que a invasão à escola aconteceu depois que ele pediu para os garotos descerem do muro.

"Pedi para eles saírem e um deles gritou lá dizendo que ia me matar. Foi quando eu peguei o telefone e liguei para pedir reforço", explicou.

Substituto

O servidor, que trabalha há cinco anos na Guarda Municipal, disse que não era lotado na escola em que foi agredido e que estava substituindo um colega, que também recebeu ameaças de garotos na semana passada. "Eu estava de serviço na escola devido o guarda fixo de lá ter recebido ameaça dos mesmos indivíduos", explicou.

Questionado sobre o motivo das ameaças, ele diz que desconhece, mas suspeita que seja uma forma de intimidar o trabalho da Guarda Municipal. Apesar do susto, o servidor diz que vai continuar trabalhando e que não vai se intimidar.

"É uma afronta ao nosso trabalho. Enquanto o traficante anda armado, a gente [guarda municipal] anda desarmado. Se eu tivesse armado a situação seria diferente, porque eles pensariam duas vezes antes de fazer isso. Apesar de tudo estou bem, e vou continuar na ativa", ressaltou.

Em Campo Grande, a Guarda Municipal usa somente armas não letais, como tonfa. Segundo o Sindicato dos Guardas Municipais de Campo Grande (Sindgmcg-MS), atualmente 1.295 guardas municipais estão em atuação.

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