Menu
Busca sábado, 20 de abril de 2019
(67) 9860-3221
INDÚSTRIA

Longen considera amadora e desesperada MP do Governo que reduz salário e jornada

07 julho 2015 - 19h45

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, criticou, nesta terça-feira (07), a MP (Medida Provisória) que criou o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), permitindo a redução temporária da jornada de trabalho e de salário em até 30%. “Em uma avaliação bem clara, o Governo Federal atua de uma maneira preocupada com o seu caixa com a criação de impostos e, de repente, baixa uma medida de maneira bem amadora e desesperada, tentando salvar parte dos salários dos trabalhadores com a redução da jornada de trabalho”, declarou.

Sérgio Longen completa que, além de agir de forma amadora, o Governo Federal coloca a indústria como grande beneficiária da MP, mas que, no entendimento do setor, na verdade não é. “Sou a favor de medidas que auxiliem os trabalhadores, mas essa MP não é a maneira correta de se buscar o equilíbrio da economia”, declarou, reforçando que, a cada dia, fica mais claro que o Governo Federal passa por um descontrole das contas públicas. “No passado, uma medida parecida foi baixada pelo Governo, mas, na época, era destinada à energia elétrica e o resultado é esse que estamos vivenciando hoje, com a tarifa nas alturas”, comparou.

O presidente da Fiems destaca que o descontrole da economia está gerando a inflação, fruto do aumento da taxa básica de juros e da situação do câmbio, com o dólar apresentado altas constantes. “Isso faz com que a inflação tome conta da economia, gerando repasse aos preços e, com esses repasses, automaticamente, cai o poder de consumo da população e, quando cai o poder de consumo, atinge as empresas, que, por sua vez, sofrem perdas de receita e começam a demitir”, explicou.

Para ele, a MP é mais uma medida pontual para tratar de forma paliativa um problema sério, que nada mais é do que o descontrole das contas públicas. “Na minha avaliação, essa medida não vai atingir o objetivo, pode até beneficiar um ou outro segmento industrial, mas, de um modo geral, não contempla a indústria nacional, principalmente, as pequenas e médias indústrias”, assegurou.

Sérgio Longen avalia que, de maneira nenhuma, o setor pode admitir que uma empresa seja impedida de demitir quando seus produtos não podem ser comercializados porque chegam similares de outros países muito mais baratos do que os produzidos no Brasil. “Não tem como você tentar tapar o sol com peneira com uma medida feita no afogadilho. O Governo precisa é mostrar que tem condições de fazer o ajuste da máquina pública, contendo suas despesas e, aí sim, gerar o equilíbrio econômico e fiscal, transmitindo para a sociedade que é desta maneira que se faz o dever de casa e não criando impostos”, finalizou.

Deixe seu Comentário

Leia Também

PROCON
CCR-MSVias é notificada por falta de pessoal e troco em pedágio
MEIO AMBIENTE
Campo-grandense é autuado em R$ 3 mil por desmatamento de vegetação nativa
SORTE
Dupla de Páscoa deve pagar prêmio de R$ 25 milhões neste sábado
PONTA PORÃ
Polícia prende homem e apreende drogas e armas em residência
IMUNIZAÇÃO
Nova etapa da Campanha contra a Gripe começa na segunda-feira
CAMPO GRANDE
Quadrilha é presa após invadir garagem e fazer funcionários reféns
UEMS
Curso de Pedagogia realiza encontro brincante no dia 27 de abril
CRIME AMBIENTAL
Fazendeiro é multado por degradação de matas ciliares de córrego
POLÍTICA
Câmara de Ladário conclui processos e chega ao sétimo vereador cassado
CAARAPÓ
PF apreende quase meia tonelada de maconha em tanque de carreta

Mais Lidas

DOURADOS
Guarda faz batida em festa regada a álcool e narguilé e encontra menores bêbados
DOURADOS
Homem é preso tentando se esconder sob balcão de loja em que furtava
CAMPO GRANDE
Mulher é encontrada pendurada em árvore ao lado de carro
MS-338
Motorista freia ao ver anta e tem caminhão atingido por ônibus