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Justiça prorroga prisão de suspeito de estuprar, matar e esquartejar Kauan em MS

12 setembro 2017 - 19h05

A Justiça prorrogou por mais 30 dias a prisão do professor suspeito de estuprar, matar e esquartejar o menino Kauan Andrade dos Santos, de 9 anos, em Campo Grande. Decisão saiu na segunda-feira (11), conforme informa o portal G1/MS.

Kauan desapareceu no dia 25 de junho. Foram feitas várias buscas pelo corpo do menino, que teria sido jogado no rio Anhanduí.

A polícia prendeu o suspeito de ter estuprado e matado a criança. Quatro adolescentes contaram aos policiais que teriam presenciado o crime. O professor de 38 anos está preso e nega ter matado o menino.

Investigações da Polícia Civil apontam que Kauan morreu enquanto era estuprado por um professor, foi abusado também por adolescentes e esquartejado duas vezes.

Segundo os delegados Paulo Sérgio Lauretto e Aline Sinot, os quatro adolescentes envolvidos no caso contaram a mesma versão várias vezes em ocasiões diferentes. Eles relataram o que aconteceu com o menino depois de semanas de investigação, quando tiveram a certeza de que o professor não seria solto facilmente.

Na versão deles à polícia, Kauan, o garoto de 14 anos que foi apreendido e mais dois adolescentes foram à casa do professor no dia 25 de junho. Lá, o homem pediu que a criança e o garoto ficassem e que os outros dois buscassem um quarto adolescente.

Enquanto os garotos saíram, o professor abusou de Kauan. Segundo os relatos, o menino sangrou e desmaiou. Quando os outros chegaram, o professor obrigou os quatro adolescentes a estuprarem a criança.

Para a Polícia Civil, Kauan morreu enquanto era estuprado pelo professor, que depois dos abusos forçou os adolescentes a ficarem na casa, esquartejou o corpo e o colocou em um saco preto no porta-malas de seu carro.

Ainda na versão dos adolescentes, o professor foi até o rio Anhanduí, colocou o saco preto sobre uma pedra, voltou para o carro e levou cada um dos garotos para casa. A partir daí, os meninos afirmam não saber mais o que aconteceu.

Segundo os delegados da Delegacia de Proteção à Criança (Depca) e da Delegacia de Atendimento à Infância e à Juventude (Deaij), as investigações indicam que, após deixar os adolescentes em casa, o professor teria voltado ao local, pegado o saco preto e ido para a residência dele.

No imóvel, o homem teria seguido a um cômodo que fica nos fundos e lá esquartejado mais uma vez as partes do corpo de Kauan.

Perícia com luminol no local indicou grande quantidade de sangue de duas pessoas do sexo masculino. Um deles é parcialmente compatível com o da mãe de Kauan. O resultado, porém, é inconclusivo, porque não havia nenhum um objeto na casa do menino que tivesse sido utilizado apenas por ele para que a perícia pudesse ser feita.

Buscas pelo corpo do menino foram feitas vários dias no rio Anhanduí. (G1/MS)

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