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III Seminário em Educação, Gênero, Raça e Etnia começa nesta terça

19 novembro 2019 - 06h46Por Da Redação

O ‘III Seminário Sul-Mato-Grossense em Educação, Gênero, Raça e Etnia’ e o ‘I Seminário Diálogos Transnacionais: Saberes Decoloniais, Lutas Antirracistas e Antipatriarcais’ começam nesta terça-feira, dia 19 de novembro, e vão até a sexta-feira (22). Os dois eventos são organizados pela UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), e também pela UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados).

Os seminários são realizados sempre no mês de novembro, que é alusivo à Consciência Negra. Os eventos abordarão como temática: "Novas Formas de Enfrentamento do Racismo, Xenofobia e Discriminações Correlatas são Necessárias".

A programação contará com palestras, minicursos, Simpósios Temáticos, oficinas, arte e debates. O objetivo é promover a discussão e a difusão de conhecimentos acerca das questões que envolvem a diversidade cultural, étnica, racial, das desigualdades entre mulheres e homens, mas também das masculinidades não hegemônicas e da diversidade sexual e de gênero (para além da matriz hétero (cis) sexual), as desigualdades econômicas e de nacionalidades.

Os eventos são coordenados pela professora Cintia Santos Diallo, que ressalta a importância do debate sobre o assunto.

"O cenário local e global de avanço do capital e do conservadorismo, bem como das formas mais perversas de exclusão, como da xenofobia, racismo e discriminações múltiplas, tem exigido dos segmentos democráticos a reflexão e construção de novas formas de resistências e enfrentamentos, que abarquem modos outros de produção de saberes e maneiras de ser, agir, existir e sentir gestadas a partir dos países Sul".

A III edição do Seminário propõe debates sobre: Os saberes feministas; A produção de pesquisadores negras/os e indígenas em diversos áreas do conhecimento; Acesso e permanência no Ensino Superior; Corpo, racismo e direitos humanos; Religiões de matrizes africanas, entre outros.

Ainda segundo a docente, os seminários se configuram como eventos de resistência num cenário conservador com o intuito de estimular no ambiente acadêmico e, para além dele, debates sobre os modos como os múltiplos marcadores da diferenciação e das desigualdades social, política, cultural e econômica, operam ou não de modo interseccional, na construção da geopolítica do conhecimento científico e suas epistemologias, na produção das violências, discriminações, exclusões de negros/a negras, mulheres, indígenas, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais- LGBTQ+, imigrantes e populações empobrecidas.

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