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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Governo propõe diálogo com juristas e veto é criticado por deputados

31 outubro 2017 - 13h50Por Da redação

Deputados estaduais criticaram, durante a sessão plenária desta terça-feira (31), os vetos do Executivo Estadual a projetos de autoria dos parlamentares. Na tribuna, o corregedor-geral da Casa de Leis, Maurício Picarelli (PSDB), lamentou a discrepância entre as avaliações dos juristas ligados aos gabinetes dos deputados e comissões permanentes e os profissionais do Governo do Estado. 

"Como vou explicar para a minha base que um projeto recebe pareceres favoráveis na Assembleia Legislativa e depois é barrado, parcial ou totalmente, pela assessoria jurídica do Governo? Isso está muito errado", enfatizou Picarelli. 

Ele citou proposições que recentemente foram barradas pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), entre eles, o Projeto de Lei 74/2017, de Mara Caseiro (PSDB), que previa a criação do Programa de Prevenção e Combate ao Jogo da Morte - Baleia Azul e foi totalmente vetado.

"É preciso que haja conversa e diálogo porque um projeto que cria um programa tão importante e necessário não poderia ter sido vetado. E há várias outras matérias na mesma situação", disse.

Antonieta Amorim (PMDB) lembrou que, entre as prerrogativas do mandato parlamentar, estão a fiscalização do Executivo e a criação das leis. "Estamos com incapacidade de legislar", afirmou. 

Já Dr. Paulo Siufi (PMDB), defendeu mais rigor jurídico na apreciação dos projetos por parte da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). "Estamos aqui para legislar e a comissão também precisa rever alguns critérios", argumentou.

Líder do Governo e membro da CCJR, Professor Rinaldo (PSDB) reiterou que o grupo de trabalho tem se concentrado na análise minuciosa das proposições. "Já estamos verificando, no âmbito da CCJR, e não deixamos prosperar projetos que não sejam constitucionais. Eles nem vêm para o plenário", disse. 

Com relação aos vetos por parte do Executivo, o deputado fez uma sugestão. "Em alguns casos, realmente falta bom senso e por isso proponho uma reunião com as assessorias jurídicas, para que possamos evitar constrangimentos e tirar todas as dúvidas", enfatizou. 

 

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