Menu
Busca quarta, 15 de agosto de 2018
(67) 9860-3221
MENOS DE 2 ANOS

Comitê para atendimento de refugiados já atendeu mais de 300 pessoas em MS

14 fevereiro 2018 - 19h35

Estado acolhedor, Mato Grosso do Sul recebe imigrantes de várias partes do mundo, alguns deles em situação de vulnerabilidade. Para dar assistência a essas pessoas, em 2016 foi instituído o Comitê para Atendimento de Refugiados, Migrantes e Apátridas (Cerma), sob coordenação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), do Governo do Estado.

Constituído por 17 membros, 12 governamentais e cinco de Organizações Não Governamentais (Ongs), o comitê já atendeu 320 pessoas, entre eles haitianos, indiano, colombianos, guineenses, palestinos, paraguaios, ugandenses, senegaleses, espanhol, uruguaios, alemão, peruano, argentino, bolivianos, cubanos, africanos, sírios, palestinos, venezuelanos, portugueses, chileno e panamenho. Entre os integrantes do comitê estão entidades como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Federal e instituições de ensino.

Mas antes mesmo da criação do comitê, a Sedhast já fazia o trabalho de acolhimento e atendimento a estrangeiros. “Temos um trabalho de referência. Fizemos um trabalho muito grande com relação aos haitianos, em 2015. Muitos deles vieram a Mato Grosso do Sul para trabalhar no início da construção do Aquário do Pantanal. Recebemos de 2000 a 2500 haitianos, hoje são 1.200. Fornecemos alimentação, roupas, calçados, conseguimos intérpretes e fizemos encaminhamento de toda a documentação para eles permanecerem no país”, conta a secretária da pasta Elisa Nobre. De acordo com ela, apenas outros quatro estados brasileiros possuem comitês como esse: Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Já Brasília possui um conselho.

Recentemente, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, citou Mato Grosso do Sul como possível destino de venezuelanos que chegaram a Roraima e a Sedhast iniciou uma conversa com o Governo Federal sobre o assunto. “Não podemos ficar parados. Ainda não recebemos um comunicado oficial dessa necessidade de acolher os venezuelanos, mas já estamos em contato com Brasília. Mato Grosso do Sul não foi citado por acaso, mas pela excelência das suas ações”, afirma Elisa Nobre.


O Estado ainda não recebeu nenhum venezuelano por conta da crise política atual. O único caso relacionado à Venezuela é de um casal daquele país que pediu auxílio para encontrar a família no Rio Grande do Sul.

Elisa Nobre explica que o Governo Sul-mato-grossense está se preparando para prestar auxílio humanitário aos refugiados e amenizar o impacto para quem vem e para quem mora em Mato Grosso do Sul. Ela descartou qualquer possibilidade de o Estado “fechar” as fronteiras. “Precisamos entender que eles não vêm para roubar postos de trabalho, mas para somar. Ninguém gosta de deixar a sua casa. Eles vêm por necessidade. Precisamos nos preparar, gestores e cidadãos”, diz.

Deixe seu Comentário

Leia Também

PATRIMÔNIO PÚBLICO
Secretário alega furto de 400m de fiação e pede ajuda da população para denúncia
COPA DO BRASIL
Após empate no Sul, Flamengo recebe o Grêmio por vaga na semifinal
POLÍTICA
Após desistência de candidato, Odilon diz não aceitar covardes ao seu lado
ANASTÁCIO
Acidente na BR-262 deixa motorista morto
ELEIÇÕES 2018
Mochi terá Tânia Garib como sua vice na disputa pelo governo
ARTIGO
Evolução no judiciário
ROBÓTICA SESI
Clube de Robótica do Sesi prepara crianças para profissões do futuro
AUSTERIDADE
Novo presidente do Paraguai promete combater a impunidade
LAVA JATO
Moro adia interrogatório de Lula no processo envolvendo o sítio de Atibaia
RIBAS DO RIO PARDO
PMA autua empresa pecuarista em R$ 21 mil por exploração ilegal de madeira

Mais Lidas

DOURADOS
Polícia não descarta crime passional em caso de cabeleireiro morto a facadas
DOURADOS
Motociclista invade a contramão e executa homem no Piratininga
DOURADOS
Homem é encontrado morto dentro de veículo estacionado em acostamento
DOURADOS
Casal é preso por tráfico no João Paulo II após denúncia de populares