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Centros urbanos tiveram 1,7 mil animais silvestres capturados pela PMA em 2019

15 janeiro 2020 - 09h54Por Redação

Balanço divulgado pela PMA (Polícia Militar Ambiental) revela que 1.766 animais silvestres foram capturados nos perímetros urbanos de Mato Grosso do Sul durante o ano passado. A média diária de 4,8 capturas é puxada, sobretudo, pelas aves.

O número total de 2019 representa aumento de 26,77% em relação ao de 2018, que totalizou 1.393, segundo a corporação que  realiza captura de animais há quase 33 anos e já capturou animais em locais inusitados, como, ouriço em edifício, capivara dentro de armários e fossa, antas e jacarés em lagoas de tratamento de indústria, gambá dentro de máquina de lavar, serpentes e lagartos em áreas de motores e dentro de veículos, tamanduá-bandeira dentro de churrasqueira, entre outros.

A PMA detalha que esses animais são encaminhados ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres na Capital. Alguns, encontrados no interior do Estado, são soltos nas redondezas, depois de laudos de médicos veterinários e biólogos constatando que são bravios e daquele habitat, da região de onde foram capturados.

Os números também não abrangem os animais vítimas de tráfico, os quais são encaminhados ao CRAS, mas computados em estatística de tráfico e não como captura. Em 2019 foram 345 aves apreendidas por tráfico.

Somente em Campo Grande foram 810 capturas em 2019, uma média de 2,2 animais capturados por dia, número um pouco maior ao de 2018, quando foram capturados 1.069 animais, com média de 2,9.

“A característica de Campo Grande, que possui grandes reservas florestais, além dos parques lineares de córregos e áreas verdes municipais, favorece à fauna e, essa convivência entre essa fauna sinantrópica e a população gera alguns conflitos, como: adentrar residências, ruas, estabelecimentos comerciais, atropelamentos, bem como há a necessidade muitas vezes, de se fazer o trabalho de captura, devido à fauna adentrar áreas que corram riscos, ou que haja riscos às pessoas”, detalha a PMA.

A corporação acrescenta que além de tudo isso, o desmatamento legal, ou ilegal, que acontece nas circunvizinhanças das cidades, diminui o habitat e alimento da fauna silvestre, que cada vez mais, precisa percorrer maiores distâncias na migração em busca de alimentos e acabam adentrando os perímetros urbanos.

Em setembro do ano passado, o Dourados News publicou matéria em que biólogos ouvidos pela reportagem classificaram as ocorrências que mobilizaram os douradenses desde janeiro de 2018, embora surpreendentes e também belas, demonstram o processo de urbanização de animais silvestres e acendem um alerta. (relembre)

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