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SEGURANÇA PÚBLICA

Aumento de denúncias reflete encorajamento do Estado a mulheres vítima de violência

12 março 2018 - 14h20

“Tivemos um aumento das mulheres que denunciam os agressores e isso é porque existe uma política pública hoje, com as delegacias da mulher, a Casa da Mulher Brasileira, existe a Deam [Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher] funcionando 24 horas, que dá o empoderamento e encoraja essas mulheres a fazer a denúncia contra os opressores”, destaca o governador Reinaldo Azambuja sobre as políticas públicas de enfrentamento à violência que têm sido desenvolvidas pela gestão estadual.

Os dados aos quais ele se refere apontam crescimento de pelo menos 6% nas denúncias de violência doméstica de 2015 até o ano passado, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Crime difícil de combater por acontecer dentro das residências, requer medidas de conscientização específicas. As estimativas são de que somente 30% desses casos são reportados, explica a subsecretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Luciana Azambuja.

Mais denúncias, menos feminicídios

Em 2017, foram 18.475 casos em que as mulheres quebraram a barreira do medo e acionaram a Polícia. Os resultados desse trabalho têm se refletido em diversos indicadores. “Quando o Estado dá condições para que a mulher se sinta encorajada, você vê um aumento no número de denúncias e a redução dos feminicídios”, destaca o governador. No ano passado, foi registrada redução de 21% nesse tipo de crime.

“É criando estruturas governamentais de apoio e, principalmente, proteção às mulheres vítima de violência que nós vamos conseguir avançar numa política pública efetiva. Mato Grosso do Sul tem cumprido o seu papel e a gente sabe que isso tem constituído apoio a todas as mulheres do nosso Estado. Temos feito um trabalho irradiando as políticas públicas para as mulheres em todos os 79 municípios”, completa o chefe do Executivo estadual.

Empoderamento

Diferentemente dos demais registros de violência em que os esforços são para reduzir os índices, no caso de agressões contra as mulheres o trabalho é feito para incentivar as denúncias, explica a subsecretária Luciana Azambuja. “Espero que sempre aumente o número de boletins de ocorrência até acabarmos de vez com a violência contra a mulher”, afirma. Ela destaca que nos últimos anos as vítimas têm se sentido mais encorajadas a denunciar. Quando isso ocorre no início das agressões, evita que elas evoluam para casos mais graves como os feminicídios.

Primeira-dama do Estado, Fátima Azambuja, destaca a orientação repassada a todos os setores da segurança pública de efetuarem atendimento humanizado às mulheres em situação de violência. A intenção é inclusive ampliar a presença de policiais mulheres para atendimento.

Para denúncias sobre violência contra a mulher, basta ligar 180 ou procurar as delegacias especializadas de atendimento. No caso da Deam, há plantão 24h. O endereço é Rua Brasília, s/n, Jardim Ima, Campo Grande.  

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