Menu
Busca segunda, 26 de agosto de 2019
(67) 9860-3221
MPF

Audiência debaterá violência obstétrica contra mulheres indígenas e negras

16 maio 2019 - 06h59Por Da Redação

O MPF (Ministério Público Federal), de Dourados promoverá, nesta quinta-feira, dia 16 de maio, audiência pública intitulada “Violência obstétrica: mulheres indígenas e negras por um parto humanizado”. O evento será realizado no auditório da Unidade I da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), a partir das 8 horas.

A audiência pública é resultado de reuniões realizadas no MPF entre representantes de órgãos públicos e da sociedade civil organizada com o objetivo de discutir a temática. Nestas reuniões, identificou-se que as situações de violência obstétrica contra gestantes indígenas e negras são invisibilizadas, sendo fundamental o fortalecimento das ações pela humanização do parto e nascimento.

É preciso avançar no respeito aos direitos humanos e no enfrentamento às violências de gênero, com destaque para as violências obstétricas contra as mulheres negras e indígenas. A assistência à saúde no pré-natal, parto, nascimento e pós-parto ainda está marcada tanto pela ausência de cuidados quanto por intervenções desnecessárias, tais como: desinformação, falta de privacidade, comentários depreciativos, excesso de toques vaginais, parto na posição horizontal, ausência de acompanhante, ausência de doulas, episiotomia e cesárea de rotina, além do desrespeito às especificidades étnico-raciais, evidências científicas e legislações nacionais e estadual.

O respeito aos princípios da dignidade da pessoa humana, da igualdade, o direito à saúde e à vida das mulheres, previstos na Constituição Federal, o respeito ao protagonismo das mulheres e ao próprio corpo; o respeito aos saberes e formas de cuidado tradicionais (rezadoras e parteiras) em diálogo com as boas práticas no parto e nascimento (referendadas pela Organização Mundial de Saúde e pelo Ministério da Saúde); o direito ao acompanhante de livre escolha (Lei n° 11.108, de 2005); o direito a conhecimento e vinculação à maternidade de referência (Lei n° 11. 634, de 2007); e o direito à proteção contra as violências obstétricas (Lei estadual n° 5217 de 2018) são desafios urgentes na proteção da vida de nossas mulheres e crianças. 

De acordo com as apoiadoras da audiência pública, “é preciso descolonizar o discurso institucional quando se trata de mulheres indígenas e negras. Os desafios para o enfrentamento da violência e do racismo institucional precisam ser discutidos”. Toda a sociedade está convidada a participar do evento para discutir o parto e o nascimento humanizados na perspectiva intercultural e os desejos das mulheres indígenas e negras no tocante à temática na construção da rede de cuidados perinatais.

Deixe seu Comentário

Leia Também

TELEVISÃO
Glória Maria relembra encontro com Silvio Santos: ‘Melhor do que sonhei’
POLÍTICA
PF vai investigar grupo que teria planejado atear fogo em floresta
CORUMBÁ
Bombeiros combatem incêndio próximo a pousadas no Pantanal
ESPORTES
Brasil fecha individual do tênis de mesa com 19 medalhas; 5 ouros
SAÚDE
Uso de celular com cabeça inclinada pode causar lesão na cervical
CAPITAL
Homem deixa caminhonete na frente de casa e pela manhã descobre furto
LAGUNA CARAPÃ
Homem é preso e comparsas fogem após transportar fardos de maconha em motos por 130 km
AJUDA INTERNACIONAL
Repasses alemães para projetos ambientais equivalem em 1 ano a 4 vezes o orçamento do Ibama
TRÂNSITO
Idosa capota veículo em acidente na Capital
CAMPO GRANDE
Homem furta caminhão carregado de grama em viveiro de mudas

Mais Lidas

RIO BRILHANTE
Família encontra mulher morta após vítima passar mal durante a noite
ATOR
Caio Castro capota carro no Rally dos Sertões e é encaminhado a hospital na Capital
DOURADOS
Adolescente pede socorro e leva Guardas até casa onde droga era comercializada
DOURADOS
Mulher é presa e comparsa foge durante furto a supermercado no Água Boa