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ARTIGO

As "feras" estão soltas e o povo refém e sem paz

08 julho 2015 - 17h15

Os últimos fatos ocorridos em Dourados nos últimos meses são inquietantes e atestam a fragilidade de nossas instituições de segurança pública em poder retribuir a sociedade à tranqüilidade que ela faz por merecer, muito embora os esforços sejam e estão sendo enormes por parte delas.

É preciso refletir seriamente, principalmente a classe política, seja ela municipal ou governamental, pois do jeito que as coisas estão andando, o bicho a qualquer hora vai pegar feio como o ocorrido com o empresário Mário Rubens que por seis horas segundo a imprensa passou momentos de terror e que jamais sairá de sua cabeça.

Nossa classe política juntamente com a sociedade organizada tem de encarar os argumentos e não mascarar a realidade, pois com certeza as “feras” estão soltas na cidade e só não enxerga quem não quer, essa é a mais da pura verdade.

Assassinatos; os altos índices de arrombamentos seguidos de furtos em residências e lojas comerciais, inúmeros assaltos à mão armada que já se transformaram uma rotina entre outros crimes fúteis, mas que causam grandes transtornos e percam estão ai no cotidiano do cidadão de bem que habitam em nossa cidade.

As gangues formadas por uma grande maioria por adolescentes viciados em drogas e embriagados que atacam próximos as escolas, assaltam a qualquer hora do dia ou da noite, roubos ou furtos em veículos -e de veículos-, de bicicletas, de motos, demonstram que é a marginalidade está em alta, e isso é uma realidade, assim como os números de pontos de vendas de drogas existentes em diversos bairros da cidade, que a própria comunidade não procura fazer a sua parte e ajudar a polícia, denunciando-as.

Na verdade, só parei alguns minutos para pensar e consegui enumerar todas estas deficiências e tem gente que ainda insiste em não enxergar que temos e vivemos momentos cruciais que entravam nosso desenvolvimento e comprometem nossa a imagem de nossa cidade que é bela e confortável.

Esses problemas precisam de solução urgente, e só será possível resolve-lo através de ações políticas fortes e sérias e claro com total apoio da sociedade organizada e principalmente do Poder Judiciário e claro, o MPE (Ministério Público Estadual) e Federal para que juntos possam combater estas “bestas feras” que em sua maioria das vezes agem em busca de arrumar dinheiro para fazer a aquisição de drogas nos países vizinhos, o Paraguai e a Bolívia para abastecer na maioria das vezes, o mercado dos grandes centros.

Dourados vale lembrar já recebeu até visita de um presidente da República que veio contemplar o “Celeiro agropecuário do Centro Oeste” e hoje passa pela humilhação de ver seus habitantes enjaulados em suas próprias casas ou quando não feito reféns nas mãos de bandidos como estes que investiram contra o empresário em plena luz do dia.

Grades, muros com cacos de vidros e cercas elétricas, quilômetros de muros crescem e cercam as residências, dando a elas a funesta impressão de que protegem inúmeros zoológicos, só que as verdadeiras “feras” estão do lado de fora agindo livremente, e o pior, na maioria das vezes por ordem de fracções criminosas que hoje estão “hospedadas” no hotel do tio “Joel”, que por sua está próximo de explodir devido ao elevado número de bandidos, a maioria deles oriundos de outros estados.

A violência em Dourados é uma realidade sim e faz valer o velho ditado onde diz que “o pior cego é aquele que não vê” e está crescendo em ritmo acelerado em todos os segmentos, seja na classe “A”, “B” ou “C” sem que nossas autoridades competentes, política ou ligada a Segurança Pública principalmente façam alguma coisa para conte-la, é uma pena, mas ainda existe tempo de algum destes nossos representantes acordar e lutar para que a tranqüilidade volte a restabelecer para a família douradense, caso contrário, as “feras” continuarão soltas, aterrorizando e fazendo com que pela primeira vez na vida a cidade de Dourados dê a oportunidade do mal vencer o bem.

Finalizando! Não é investindo somente no DOF que atualmente atende interesses de outros Estados e de outras cidades das regiões de fronteiras do Estado e deixando uma Polícia Militar, uma Civil defasada andando a pé, sem um armamento condizente com a função, cota de combustível limitado associado ao baixo salário dos servidores, que a tranqüilidade será restabelecida em Dourados, assim como a Polícia Federal e a própria Guarda Municipal que merecem também doar uma maior atenção na segurança da nossa cidade, pensem nisso senhores representantes legais da nossa sociedade, pensem nisso, caso contrário, novas vitimas da violência urbana surgirão como foi o caso deste empresário que tanto faz por nossa cidade, resta saber quem será a próxima. Parei e fui, mas volto !


Waldemar Gonçalves, o “Russo” foi repórter policial e é integrante do Sinjorgran (Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados)*

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