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Chega ao mercado abacaxi que não precisa ser descascado

01 fevereiro 2005 - 09h49

A expressão "descascar abacaxi", como indicação de tarefa árdua e desagradável, corre o risco de tornar-se obsoleta. O consumidor brasileiro está sendo apresentado nesta semana ao "IAC gomo de mel", um abacaxi de pequenas dimensões e que possui gomos que podem ser destacados com as mãos, sem auxílio de faca ou outro instrumento. Mas a principal qualidade, segundo um de seus criadores, o pesquisador Ademar Spironello, é a sua polpa "excepcionalmente doce". A fruta, que só agora está sendo cultivada comercialmente, e ainda assim em pequenas áreas, tem um elevado apelo comercial e deverá concorrer com vantagem com as variedades pérola e havaí, pela baixa acidez e pela facilidade de manuseio do fruto. O abacaxi gomo de mel Spirondello é um pesquisador voluntário e aposentado do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) que vem se dedicando ao desenvolvimento de novas variedades do abacaxizeiro, com a intenção de atenuar alguns de seus defeitos e obter plantas mais resistentes a doenças e pragas. O pesquisador deverá lançar em breve o seu "IAC fantástico", que é uma planta e fruta para fins ornamentais. A principal utilidade será decorar ambientes, já que as folhas não têm espinhos e a fruta é pequena com aparência exótica. O gomo de mel vem sendo desenvolvido desde 1992, quando chegaram da China algumas unidades para serem incorporadas ao banco de germoplasma (coleção de espécies) de abacaxizeiros do IAC. O Gomo de Mel, segundo Spirondello, pertence à mesma espécie dos demais abacaxis comestíveis: Ananas comosus, ou seja, similares aos cultivados no Brasil (pérola e havaí ou bauru). A seleção genética foi concluída em 1999, mas desde então os pesquisadores lutam para introduzir o novo abacaxi no mercado de frutas. A falta de recursos, a desconfiança dos produtores e a dificuldade em obter parceiros na iniciativa privada retardou a sua comercialização. Diante de tantos obstáculos, o próprio IAC começou a multiplicar as mudas para serem distribuídas aos fruticultores. As mudas foram entregues aos produtores mediante uma pequena contribuição em dinheiro, que é revertida a um fundo mantido pelo IAC para financiar suas pesquisas. Spironello conseguiu entretanto que alguns produtores aderissem ao seu projeto e são esses que agora estão entregando a fruta nos centros de distribuição para poder chegar à mesa dos consumidores. O pesquisador afirma que as variedades pérola e havaí são menos ácidas do que o consumidor experimenta nas frutas que adquire nas feiras e estabelecimentos comerciais. O mau acondicionamento das frutas obriga os produtores a apanharem o abacaxi ainda verde, para que não se esfacele durante o transporte. Como a fruta não amadurece depois que sai da planta, o consumidor é levado a ingerir um fruto que não teve tempo para amadurecer. "O ideal é que o abacaxi fosse transportado em caixas", disse. 

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