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Campo Grande sediará o 18º Encontro de Tecnologia da Pecuária

14 março 2005 - 11h04

No dia 4 de abril, a partir de 8h30, o Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, vai sediar um dos mais importantes eventos pecuários de Mato Grosso do Sul: o 18º Encontro de Tecnologia da Pecuária. São esperados 800 participantes, 300 a mais que na edição anterior. O encontro será realizado dentro da programação da 67ª Expogrande e, segundo o proprietário da Realiza, uma das organizadoras do evento, Carlos Sanches, deve atrair um público maior por conta da própria consolidação do evento e também pelo trabalho desenvolvido junto de instâncias ligadas ao setor, como a Embrapa e universidades. Pecuaristas, técnicos e acadêmicos de áreas relacionadas ao campo são publico alvo. Inicialmente o encontro estava marcado para o dia 28 de março, porém, devido à agenda dos palestrantes, o evento foi transferido para 4 de abril.Um dos palestrantes, o engenheiro agrônomo da USP (Universidade de São Paulo) de Piracicaba, Dante Pazzanese Lanna, estará abordando a integração de tecnologias para produção de carne, envolvendo pasto e suplementação. Também vai apresentar um estudo inédito sobre o uso de animais geneticamente superiores para conversão alimentar. “Mostraremos pesquisas recentes feitas por nosso laboratório, tanto no setor de cria quanto recria com tecnologias importantes pesquisas importantes comparando vacas nelore e cruzadas. Mantivemos por mais de um ano esses animais em baias separadas para observar conversão alimentar. Hoje, embora tenhamos 69 milhões de vacas em produção, nunca se tinha feito essa medição, para ver quanto se consome, se produz em termos de bezerro, enfim, qual eficiência”, explica o pesquisador. A palestra pretende mostrar como é possível integrar o pasto e confinamento de forma eficiente, produzindo mais carne, com menor custo e menor impacto ambiental. Um dos pontos enfocados para isso segue a linha de estudos dos últimos 6 a 10 anos publicados especialmente na Austrália e Canadá que demonstram que é preciso associar a genética para ganho de peso à identificação dos melhores conversores de alimentos.Sobre o uso da pastagem, Lanna ressalta que para ser eficiente é preciso usar estratégias que resguardem o produtor em relação à sazonalidade de produção de forrageira ao longo do ano. “Temos que saber como usar o confinamento de forma eficiente, porque no Brasil o preço é muito baixo”, afirma o pesquisador. Ele exemplifica que nos Estados Unidos hoje a arroba está cotada a R$ 210 enquanto no Brasil em no máximo R$ 60,00. Sendo assim, nos EUA o produtor tem lucratividade a medida em que investe em insumos para otimizar a engorda mas no Brasil a intensificação tem de ocorrer de forma estratégica. “O produtor só deve usar insumos no momento certo e em quantidade adequada”, afirma. As pesquisas desenvolvidas pela USP de Piracicaba devem representar um terço da palestra, passando também por confinamentos que foram montados no Bertin de Goiás, com 100 mil cabeças, projeto que integra qualidade de carne com produção.  

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