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Um em cada dez brasileiros acha que economia vai bem

02 março 2005 - 15h15

A confiança do consumidor brasileiro deteriorou-se em fevereiro de forma generalizada pela primeira vez desde abril passado, com o aperto monetário e a acomodação dos indicadores econômicos, mas também por efeitos sazonais, mostrou pesquisa da FGV nesta quarta-feira. A situação econômica atual do Brasil foi considerada boa por 12,5%, contra 13,3% em janeiro; e ruim por 37,3%, ante 33,4% no mês anterior. Para a Fundação Getúlio Vargas, esse quadro de recuo da confiança deve acompanhar o comportamento do aperto monetário. "Eu acho que é possível que esse quadro que está aí persista por alguns meses, mas ao mesmo tempo imagino que esse ciclo de política monetária restritiva está chegando ao final e consequentemente isso também vai ter reflexos sobre o humor do consumidor", disse Fernando Holanda, economista da entidade. Ele prevê alta da Selic de 0,25 ponto percentual em março, seguida por estabilidade. Todos os cinco quesitos relacionados à situação presente tiveram queda em fevereiro. "Três itens contribuíram para o aumento do pessimismo. Em primeiro, a acomodação dos indicadores econômicos. Em segundo, há um componente sazonal e em terceiro tem o aperto monetário, que tem efeito sobre o resultado", ressaltou Aloisio Campelo, responsável pela pesquisa. Em janeiro, o otimismo costuma ser melhor com o início de um novo ano, mas o sentimento tende a arrefecer em fevereiro, mês em que se concentram impostos como IPVA e IPTU. A situação econômica da família foi considerada boa por 13,9% dos consumidores e ruim por 23,5%. Em janeiro, essas respostas eram de, respectivamente, 13,6% e 19,1%. A do País, considerada boa por 12,5% contra 13,3% em janeiro, é tida como ruim por 37,3%, ante 33,4% no mês anterior. Sobre o futuro, dois quesitos tiveram queda, um ficou estável e outro mostrou melhora. "A sondagem mostra a cautela em relação à economia nos próximos meses. O consumidor já está sentindo no bolso o efeito da política monetária restritiva", disse Holanda. Diminuiu de 45,4% para 43,5% a porção de consumidores que prevêem melhora da situação econômica do país nos próximos seis meses. O único quesito a apresentar melhora foi o de avaliação da situação da família à frente. Aumentou de 56,1% para 56,9% o número de pessoas que vêem melhora e manteve-se em 5,2% o dos que estimam piora. Segundo Campelo, o pior dado da pesquisa sobre o futuro foi o sobre o mercado de trabalho. Para 47,3% dos entrevistados estará mais difícil encontrar emprego dentro de seis meses do que atualmente, contra 45,4% em janeiro. A FGV ressaltou, no entanto, que os números de fevereiro são similares aos de dezembro de 2004, o segundo melhor mês da série histórica. A sondagem ouviu 1.450 chefes de família entre 9 e 22 de fevereiro.

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