Menu
Busca quinta, 09 de julho de 2020
(67) 99659-5905

TRF investaiga juízes federais por uso de verba

13 junho 2011 - 16h50



O Tribunal Regional Federal de Brasília está investigando, ainda na esfera administrativa, a venda de uma sala comercial feita pela Associação dos Juízes Federais da 1ª Região (Ajufer). A entidade está sendo acusada de ter usado o dinheiro para abater empréstimos pessoais tomados na Fundação Habitacional do Exército por três ex-presidentes da entidade de magistrados. As informações são do repórter Frederico Vasconcelos, do jornal Folha de S.Paulo.

Em 31 de maio, a Ajufer fez uma assembleia virtual. Naquele dia, 79 juízes autorizaram a atual diretoria, presidida pelo juiz Roberto Veloso, a anular a operação. O grupo também decidiu oferecer notícia-crime ao Ministério Público Federal contra a gestão anterior, sob a alegação de "destinação ilícita dos recursos".

Um instrumento particular de promessa de compra e venda foi assinado por Moacir Ramos, então presidente da Ajufer, e pela ex-presidente e diretora financeira Solange Salgado, em 12 de fevereiro de 2010. O objeto do contrato era uma sala no edifício Business Point, em Brasília, por R$ 115 mil. O comprador é um advogado, com endereço comercial no mesmo prédio. Alguns dias mais tarde, Ramos e Solange autorizaram três transferências, no total de R$ 130 mil, para a fundação do Exército.

Segundo documento firmado por diretores da fundação, Ramos orientou a amortização dos R$ 40 mil da dívida de Solange e dos R$ 40 mil da dívida de Charles Renaud Frazão de Moraes, ex-presidente da Ajufer.

A fundação, que integra o Sistema Financeiro da Habitação e oferece empréstimos a servidores de governos e do Judiciário, já havia suspendido os empréstimos à Ajufer quando o imóvel foi vendido sem autorização de assembleia. Uma auditoria de 2009, feita na fundação, apontara indícios de fraude.

Já no final de 2010, uma sindicância de magistrados identificou contratos fictícios, firmados por dez anos entre a Ajufer e a fundação. Os documentos apontaram o uso de nomes de associados que desconheciam a fraude, e até de laranjas.

Agora, a fundação cobra na Justiça uma dívida de R$ 21 milhões da segunda maior entidade de juízes federais, que atua no Distrito Federal e em 13 estados. Durante a consulta eletrônica, 85 juízes autorizaram a diretoria a "não reconhecer a dívida oriunda de contratos fraudulentos" e a imputar os débitos a quem assinou os documentos.

Fonte: Conjur

Deixe seu Comentário

Leia Também

BRASIL
Presidente do STJ concede prisão domiciliar a Fabrício Queiroz
PANDEMIA
Pneumologista é o terceiro médico a morrer por covid-19 em Dourados
PANDEMIA
Homem de 89 anos é nova vítima do coronavírus em Dourados
IVINHEMA
Mantida condenação de dono de animal que causou acidente com morte em rodovia
PANDEMIA
Com 92 casos confirmados, Maracaju registra primeiro óbito por Covid-19
PANDEMIA
Funcionários de frigorífico fazem protesto na fronteira com o Paraguai
FUTEBOL
Calendário do futebol nacional tem fim previsto para fevereiro de 2021
ORDEM DO DIA
Aprovado estado de calamidade em Bodoquena, Bela Vista e Terenos
POLÍCIA
Traficante foge e polícia apreende veículo com maconha e skunk
MUNDO NOVO
Homem é preso por descumprir medida protetiva e ameaçar ex-mulher com faca

Mais Lidas

DOURADOS
Decreto vai mandar fechar bares e academias por 10 dias
PANDEMIA
Comerciante de 45 anos é a 37ª vítima do coronavírus em Dourados
DOURADOS
Publicado, decreto que fecha bares e academias por 10 dias poderá ser prorrogado
DOURADOS
Após trégua, frio intenso deve voltar até o final de semana