Menu
Busca quinta, 05 de dezembro de 2019
(67) 9860-3221
BANCO CENTRAL

Taxa Selic: Copom se reúne hoje e deve reduzir juro para 7,5%

25 outubro 2017 - 09h54Por G 1

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira, dia 25 de outubro, para definir a taxa básica de juros e a estimativa de analistas do mercado é de que a Selic será reduzida dos atuais 8,25% para 7,5% ao ano.

Se confirmada essa previsão, será o nono corte consecutivo nos juros básicos da economia, o que levará a taxa ao menor patamar desde abril de 2013, ou seja, em pouco mais de quatro anos.

Nesse patamar, a taxa também ficaria muito próxima da mínima histórica, de 7,25% ao ano, que vigorou entre outubro de 2012 e abril de 2013.

A estimativa dos analistas é que o juro continue a recuar nos próximos meses, chegando a 7% ao final deste ano, e permanecendo neste patamar até o final de 2018.

A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2017 e para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%, com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais, de modo que o IPCA pode variar entre 3% e 6% nestes anos sem que a meta seja formalmente descumprida.

Normalmente, quando a inflação está alta o BC eleva a Selic na expectativa de o encarecimento do crédito freiar o consumo e, com isso, a inflação cair. Essa medida, porém, afeta a economia e gera desemprego.
Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas pelo CMN, o BC reduz os juros. É o que está acontecendo neste momento.

Após uma longa recessão, a economia dá sinais de reaquecimento, mas os preços ainda seguem comportados por conta, também, de boas safras agrícolas.

De janeiro a setembro, segundo o IBGE, a inflação oficial, medida pelo IPCA, ficou em 1,78%, bem abaixo dos 5,51% em igual período do ano passado. Foi a menor inflação acumulada até setembro desde 1998.

Para 2017, o mercado financeiro prevê que a inflação ficará em 3,06%, abaixo da meta de 4,5% fixada pelo CMN para este ano. A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009.
Rendimento da poupança

Com o recuo da taxa básica de juros nesta quarta-feira, o rendimento da poupança também deve ficar menor a partir desta quinta (26).

Isso porque a regra atual, em vigor desde maio de 2012, prevê corte nos rendimentos da poupança quando a Selic ficar abaixo de 8,5%.

Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC. A norma vale apenas para depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012.

Se o juro básico da economia recuar para 7,5% ao ano, a partir desta quinta a correção da poupança passaria a ser de 70% desse valor - o equivalente a 5,25% ao ano, mais Taxa Referencial.

O rendimento da poupança pode ficar ainda menor caso o Copom promova novos cortes na Selic nos próximos meses - analistas consultados pelo BC estimam que os juros básicos terminem 2017 em 7% ao ano.

No fim do ano passado, dado mais recente, o país tinha mais de 148 milhões de contas poupança ativas, que concentravam R$ 658 bilhões. Em setembro deste ano, o valor já havia subido para R$ 694 bilhões.
Por que a regra mudou?

Desde 1991, a poupança rende, ao menos, 0,5% ao mês (6,17% ao ano), mais a Taxa Referencial, com exceção de um período entre maio de 2012 e julho de 2013, quando os juros básicos da economia também ficaram abaixo de 8,5% ao ano.

A medida visa evitar que a poupança fique mais atrativa que os demais investimentos, cujos rendimentos caem junto com a Selic. Sem o redutor, a poupança passaria a atrair recursos de grandes poupadores, que deixariam de comprar títulos públicos.

Se isso acontecesse, um dos prejudicados seria o governo, que teria dificuldades para fazer a chamada "rolagem" da dívida pública, ou seja, a emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional para pagar os papéis que estão vencendo.

Deixe seu Comentário

Leia Também

ACIDENTES
Dez pessoas morrem por mês nas rodovias federais de MS
PUNIDO
Eduardo Bolsonaro é destituído da presidência do PSL em São Paulo
FRONTEIRA
Corpo encontrado carbonizado é de adolescente desaparecido
EDUCAÇÃO
MEC lança material para incentivar pais a lerem para os filhos
JUSTIÇA
Vício na construção do imóvel configura responsabilidade da construtora
BENEFÍCIO
Diretoria de Educação a Distância da UEMS seleciona bolsistas
BRASIL
Clientes do BB podem pagar contas por assistente de voz do Google
TRÊS LAGOAS
Secretaria de Saúde investiga morte de professora por suspeita de dengue
CAMPO GRANDE
Trio faz limpa em residência após renderem idoso que guardava veículo
NINHO DO URUBU
Juiz manda Flamengo pagar pensão às famílias de mortos em incêndio

Mais Lidas

POLÍCIA
Morto em ação policial no MS era afamado como líder do novo cangaço
FRONTEIRA
Quatro assaltantes de carro-forte são mortos em confronto com a polícia
DOURADOS
Júri condena a 64 anos de prisão cinco réus por atentado contra empresário
DOURADOS
Homem é preso ‘arrastando’ moto na região central