Menu
Busca quinta, 22 de agosto de 2019
(67) 9860-3221

Setor elétrico se reúne hoje para discutir baixo nível de reservatórios

09 janeiro 2013 - 09h34

A cúpula do setor elétrico do governo federal faz nesta quarta-feira (9) sua primeira reunião de 2013 em meio ao aumento da preocupação quanto à possibilidade de um novo racionamento de energia no país, provocado pela queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas – o mais baixo dos últimos dez anos.

Nos últimos dias, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o secretário-executivo do ministério, Márcio Zimmermann, negaram o risco de um novo apagão como o de 2001. Mas confirmam que a situação das represas será um dos temas a ser debatido durante o encontro do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), marcado para as 14h30, em Brasília.

Reservatórios

O índice de represamento de água nas principais hidrelétricas do país vem registrando quedas seguidas desde o ano passado, por conta da falta de chuva na cabeceira dos rios que abastecem esses lagos.

Com a chegada do verão e o aumento das chuvas, o normal nessa época do ano seria uma recuperação desses reservatórios, o que ainda não aconteceu. O resultado é que o nível de água das hidrelétricas é hoje semelhante ao registrado no período pré-racionamento.

Segundo relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) os reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste armazenavam, na segunda-feira (7), 28,43% da água que têm capacidade, índice inferior aos 28,52% verificado em dezembro de 2000, pouco antes de o governo federal dar início ao racionamento de energia, em junho de 2001.

Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste respondem por 70% da capacidade de produção de energia hidrelétrica no país.

Termelétricas

A diferença entre a época do racionamento e agora é que o país conta com mais que o dobro de usinas térmicas para sustentar o consumo de energia. Elas são normalmente acionadas durante a estiagem para poupar água dos reservatórios e ajudá-los a encher novamente.

Desde outubro, as usinas termelétricas do país produzem na capacidade máxima – cerca de 14 mil MW. E, como está chovendo menos que o necessário, elas devem ser despachadas por um período mais longo que em anos anteriores.

O problema é que a energia das térmicas é mais cara e gera aumento da conta de luz. Segundo o ONS, cada mês de operação dessas unidades custa cerca de R$ 700 milhões, que são repassados aos consumidores, e equivalem a uma alta de 1 ponto percentual na tarifa.

Deixe seu Comentário

Leia Também

TRÁFICO
Polícia apreende carretas com droga estimada em 5 toneladas
MS
Paciente deverá receber atendimento domiciliar pelo SUS
CAMPO GRANDE
Justiça concede tutela antecipada para que Estado deixe de realizar obra no Parque dos Poderes
BRASIL
Parecer da previdência dos militares será apresentado em setembro
DOURADOS
Igreja forma nova turma de músicos e apresenta concerto
COSTA RICA
Polícia encontra armas na casa de empresário suspeito de violência doméstica
ALERTA
Saúde confirma casos de sarampo em mais 7 estados
SANGUE FRIO
MPF recorre de sentença que absolveu dois acusados em uma das ações
LOMBADAS
Detran-MS negocia dívida e pede rescisão de contrato com empresa de radares no Estado
ECONOMIA
Dólar fecha em queda após início de nova atuação do BC no câmbio

Mais Lidas

BR-163
Pedaço de pneu na pista causou acidente com morte que envolveu quatro carretas
POLÍCIA
Travesti furta veículo e é presa em Dourados
CAARAPÓ
Colisão frontal entre carretas deixa um morto na BR-163
CAARAPÓ
Ferido em acidente com morte na BR-163 é transferido para Dourados