Menu
Busca domingo, 17 de junho de 2018
(67) 9860-3221
BRASIL

Segunda denúncia contra presidente Temer é lida no plenário da Câmara

26 setembro 2017 - 15h35

A segunda denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer pelos crimes de obstrução de justiça e organização criminosa é lida no plenário da Câmara dos Deputados. A leitura está sendo feita pela segunda secretária da Mesa Diretora, deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), em sessão extraordinária.

A solicitação do Supremo Tribunal Federal (STF) para que os deputados analisem se autorizam o prosseguimento da acusação na Justiça chegou à Câmara na última quinta-feira (21). O processo, entretanto, só pôde ser lido hoje, porque tanto na sexta quanto ontem (25) o quórum mínimo de 51 deputados para abrir uma sessão não foi alcançado.

Pouco antes do início da sessão, a deputada Mariana lembrou que a primeira denúncia por corrupção passiva, que tinha 60 páginas, levou duas horas e 45 minutos para ser lida. O segundo processo tem 260 páginas e a expectativa da deputada é que a leitura se estenda por mais de seis horas. Como uma sessão extraordinária tem duração máxima de 4 horas, deverá ser aberta uma segunda sessão para dar continuidade à leitura e à votação da reforma política que está na pauta de hoje do plenário.

Denúncia

No inquérito, Temer é acusado de tentar obstruir a justiça e liderar organização criminosa. O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot sustenta na denúncia que o presidente Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, ambos do PMDB, foram os responsáveis por liderar um esquema de corrupção, envolvendo integrantes do partido na Câmara, com o objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública.

Na acusação por obstrução de Justiça, Temer teria atuado para comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores nas investigações, que teria sido o operador do suposto esquema. A interferência teria ocorrido por meio dos empresários da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, que são acusados do mesmo crime.

A partir da leitura da denúncia, o presidente da República e os demais acusados serão notificados pelo primeiro secretário da Câmara, deputado Giacobo (PR-PR), para apresentar suas defesas no prazo de até dez sessões do plenário. O processo será encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), à qual cabe votar um parecer com relação ao prosseguimento da denúncia. A comissão analisa ainda se o processo será desmembrado por tipo de crime ou por autoridades a serem investigadas.

Depois de passar pela CCJ, a denúncia deverá ser analisada em plenário, onde deve receber pelo menos 342 votos, o que corresponde a dois terços dos 513 deputados, quorum exigido pela Constituição para que denúncias contra um presidente da República sejam investigadas pelo Supremo. A previsão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é de que a votação da denúncia se encerre até o fim de outubro.

Deixe seu Comentário

Leia Também

LINDA
Jacqueline Petzak, a americana que dominou o Instagram
LEGISLATIVO
Assembleia fará sessão solene em Dourados na quinta
MATO GROSSO DO SUL
Prazo para quitação de dívidas do Crédito Fundiário e Banco da Terra vai até fim de julho
DOURADOS
Homem morre após acidente na Guaicurus
CUIDADO
Emoções em jogos de Copa aumentam em até 8% número de infartos
FLAGRANTE
Homem é preso tentando furtar loja
TURISMO
MS é o 4º do País na regularização de unidades turísticas durante operação
SENADO
Plenário vota na terça MP da Segurança Pública
NOVA ANDRADINA
Seis com "tonozeleira" eletrônica são presos por descumprir ordem judicial
EMPRESARIADO
Termina em 2 de julho o prazo para atualizar versão da Nota Fiscal Eletrônica

Mais Lidas

DOURADOS
Jovem tem BMW incendiada enquanto dormia; caso foi denunciado
ATENTADO
Suspeitos de atentado contra prefeito de Paranhos são presos
DOURADOS
Dupla é presa com arma de uso restrito e munições
TRÁFICO
Douradense é preso após abandonar veículo carregado com maconha na BR-463