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PSDB quer criar CPI mista para apurar denúncias contra Palocci

20 maio 2011 - 13h56

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP), deve recolher, a partir da tarde desta sexta-feira, assinaturas de parlamentares para tentar protocolar o requerimento de criação de uma CPI mista para investigar denúncias de tráfico de influência do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.

O requerimento ainda está em fase de elaboração e deve ficar pronto por volta das 13h. A expectativa é de que Nogueira consiga colher até a semana que vem o mínimo das assinaturas necessárias para criar a comissão mista - 27 dos 81 senadores e 171 dos 513 deputados.

Nogueira disse acreditar em nova "manobra" da base govenista para tentar impedir a criação da CPI mista. "É óbvio que o governo vai colocar toda sua tropa de choque na tentativa de evitar essas assinaturas. Mas toda hora há uma nova suspeição de tráfico de influência, e o papel da oposição é investigar. E o governo não quer ser investigado", disse.

Otimista, o deputado disse que a pressão da opinião pública contornará a "blindagem" a Palocci e fará com que os parlamentares assinem o requerimento a favor da instalação da CPI mista. "A melhor maneira de fazer um congressista votar é quando o assunto tem pressão da opinião pública", afirmou.

Nogueira afirmou que vai procurar as lideranças do DEM e do PPS na Câmara, para buscar o apoio dos principais partidos da oposição à criação da CPI mista. Segundo o deputado, o mesmo deve fazer o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR).

De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, semanas antes de assumir a chefia da Casa Civil, Palocci comprou um apartamento em São Paulo por R$ 6,6 milhões. Um ano antes, ele havia adquirido um escritório na cidade por R$ 882 mil. Com os novos bens, o patrimônio do ministro teria sido multiplicado em 20 vezes em quatro anos. Ainda segundo a Folha, os dois imóveis foram comprados pela empresa Projeto Administração de Imóveis, da qual Palocci é dono.

###Oposição fecha o cerco a Palocci
Ontem, lideranças dos principais partidos da oposição no Congresso apresentaram novas representações contra Palocci. O líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno, apresentou, pela segunda vez, à Procuradoria Geral da República (PGR) o pedido de investigação contra o ministro. Segundo o PPS, o documento traz fato novo que demonstra a existência de indícios materiais de irregularidades em poder da Polícia Federal.

Já o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), solicitou investigação em cinco comissões da Casa, que terão poderes para checar informações, requerer dados e convidar pessoas, mas não podem solicitar quebra de sigilo nem convocar testemunhas. Das cinco comissões, duas são presididas por parlamentares do DEM: a de Segurança Pública e a de Agricultura.

O conteúdo da primeira representação apresentada por Bueno foi julgado insuficiente pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para solicitar explicações de Palocci. "Dei uma olhada na primeira apresentada pelo PPS e, aparentemente, não traz elementos que possam indicar um possível crime. Se a segunda, assinada por senadores da oposição, também não trouxer, seria o caso de pedir informações".

Na representação apresentada na quinta-feira, o partido incluiu o caso do relatório enviado pelo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) à Polícia Federal (PF), que aponta que a empresa de Palocci fez uma operação financeira suspeita na compra de um imóvel de outra empresa, que estava sob investigação policial.

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